
Depois dos problemas enfrentados no carnaval do ano passado, Max quer virar a página e colocar uma escola que os componentes possam brincar na avenida. A história começa a ser contada na África. Logo atrás da comissão de frente, o casal de mestre-sala e porta-bandeira representará o "ritual de magia" praticado pelos africanos. O jovem Phelipe Lemos será o "curandeiro" e Rafaela Teodoro a "magia africana".
Uma das soluções mais interessantes do barracão está no carro abre-alas. A coroa, símbolo da escola, é formada por grandes chifres de antílopes. Como o primeiro setor versa sobre a África a sacada do carnavalesco foi muito inteligente. A primeira alegoria traz o símbolo da agremiação com grande cuidado na decoração, que é toda feita em tons de marrom. Este setor pretende passar ao público toda importância que o continente africano teve no desenvolvimento da medicina como forma de cura do ser humano.

A Imperatriz levará três tripés para a avenida. O curioso é que todos eles estão no mesmo setor, entre o abre-alas e o segundo carro. O primeiro tripé que aparece é o que cita a cura dos hindus. Em seguida é a vez dos "deuses da Mesopotâmia" e por fim os "médicos taoístas", esse último, pintado em azul e branco, prima pela expressão facial das esculturas.
A viagem através da história prossegue e no segundo carro as "pragas dos céus" invadem a avenida. Nesta parte estão as baianas de Ramos que representarão os "banhos e poções para relaxar". O enredo é muito variado e passa por épocas diversas e regiões das mais variadas. Esse setor trata da medicina na Grécia, onde se acreditava que a figura mitológica do centauro é que indicava o caminho da cura para os deuses e para os homens.
- O carro da Grécia acho que é meu grande xodó. O processo de montagem dessa alegoria foi totalmente diferenciado. Na parte da frente teremos os centauros, como se estivessem puxando a alegoria. Na composição dela teremos uma grande esfinge. Tenho impressão que é o carro que causará mais impacto no público e no júri - contou o carnavalesco.

O carnavalesco deixou de lado a densidade do enredo e nos últimos setores procurou mostrar as mazelas da saúde com muito bom humor. Uma das alegorias terá as doenças que nos acostumamos a conviver nos últimos anos como a gripe aviária, a vaca louca, a gripe suína, a dengue, entre outras. É neste mesmo setor que está a homenagem a nomes importantes de nossa ciência médica como Oswaldo Cruz, Carlos Chagas, Vital Brazil, Ivo Pitanguy. Outro bom exemplo de como a escola soube misturar um tema tão denso com bom humor é a fantasia das baianinhas. As jovens serão remédios genéricos dentro da concepção de enredo criada pelo carnavalesco.

É justamente nessa alegoria que estará a ex porta-bandeira Maria Helena. A senhora que ficou famosa por colecionar notas dez dançando ao lado do filho Chiquinho, formará novamente o par para rodopiar com o pavilhão da Imperatriz, mostrando-se como exemplo maior que o samba faz muito bem à saúde.
ORGANOGRAMA
Comissão de Frente
Casal de mestre-sala e porta-bandeira: "Ritual de magia"

Tripé 1: "A cura Hindu"
Tripé 2: "Deuses da Mesopotâmia"
Tripé 3: "Médicos taoístas"
Setor 2: "A praga dos céus"
Baianas: Banhos e poções pra relaxar
Setor 3: "O tempo da sabedoria"
2° Casal de mestre-sala e porta-bandeira: Opulência da Idade Média
Rainha de bateria: Pedra filosofal
Bateria: Os alquimistas
Passistas Os enfermeiros dos hospitais do espírito santo
Setor 4: "A sombra medieval"
Setor 5: "A cúpula das luzes"
Setor 6: "A medicina moderna"
Baianinhas: Genéricos
Setor 7: "Carnaval: O remédio pra curar a minha dor"
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