terça-feira, 9 de julho de 2013

O Samba de Roda


Samba de Roda. Foto: Reprodução
Os primeiros registros do batuque datam de 1860. Uma das origens do Samba seria uma derivação da língua Banto “Semba”, que significa umbigada, ou do Umbundo “Samba”, que significa estar animado ou está excitado. No entanto, o vocábulo designava um tipo de dança de roda e batuque praticado em Angola e em várias regiões do Brasil. A manifestação “Samba de Roda” segundo as pesquisas vem do Recôncavo baiano na região que se estende em torno da Baía de Todos os Santos. Os rituais africanos recebem uma releitura em terra brasileira, negros escravizados e seus descendentes adaptam os culto aos orixás e caboclos, a capoeira na coreografia.
É no SAMBA DE RODA que acontece a verdadeira comunhão e manifestação cultural, momento de lazer e agregação de pessoas. É inegável que tudo isso foi importante para o surgimento do samba carioca. Ai surge o “miudinho” movimento de deslizar os pés para frente e para trás, mantendo-os colados ao chão. O quadril também desliza em acordo com os pés. E a partir da evolução dos sambas de roda, ocorridos nas casas das “tias”, senhoras provenientes da Bahia que realizavam festas de batuque nos quintais de suas casas e terreiros nas favelas, surgiram então, as variações do samba.
No Samba de Roda o mais importante instrumento de acompanhamento é a Viola machete, construção artesanal de origem portuguesa. A orquestra de samba geralmente é composta por pandeiro, viola, chocalho, prato de cozinha arranhado por uma faca e, às vezes, pelo berimbau. A disposição dos participantes é feita em círculo ou em formato aproximado, por isso o nome de SAMBA DE RODA.
Salve o Nosso Samba de Roda! Salve!

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