quarta-feira, 23 de março de 2011

matéria:A Evolução dos Desfiles Década de 10




A Evolução dos Desfiles
Década de 10
Fevereiro de 2011: A exatamente um mês dos desfiles, um incêndio de origem desconhecida na Cidade do Samba atinge os barracões de Portela, União da Ilha e Grande Rio, além do museu da LIESA, em 7 de fevereiro. A escola de Duque de Caxias é a mais prejudicada, perdendo sete alegorias, além de milhares de fantasias. No mesmo dia, a Liga decide pelo não-rebaixamento de nenhuma agremiação para o Grupo de Acesso, concede às três escolas atingidas o status de hors-concours (sendo dispensadas das avaliações dos jurados) e inverte as datas da Portela com a Mocidade, já que a Águia mais Grande Rio e Ilha desfilariam na mesma noite.
Março de 2011: Em um desfile marcado pela superação de Portela, União da Ilha e Grande Rio, que não foram julgadas pela LIESA, a Beija-Flor de Nilópolis recupera o título que não ganhava desde 2008 homenageando Roberto Carlos, num desfile que, se faltou luxo, houve eficiência de sobra. A escola ficou 1,4 ponto na frente da vice-campeã Unidos da Tijuca, que no Sábado das Campeãs acabou ovacionada pelo resignado público com gritos de "bicampeã". O carnavalesco Paulo Barros conquistou os espectadores com uma comissão de frente que mais uma vez utilizou o ilusionismo, onde a cabeça dos integrantes "caía". A Estação Primeira de Mangueira emocionou a Sapucaí falando do centenário de Nelson Cavaquinho, trazendo de volta Beth Carvalho como destaque numa alegoria. A bateria Surdo Um abusou da ousadia com uma paradinha de 20 segundos, o que desagradou jurados como Luiz D'Anunciação, que concedeu nota 9 no quesito à verde-e-rosa. A Unidos de Vila Isabel repetiu a quarta posição dos dois anos anteriores com um enredo sobre cabelo. O Acadêmicos do Salgueiro realizou um belíssimo e criativo desfile, porém um estouro de 10 minutos além dos 82 previstos para o encerramento de sua apresentação fez a escola perder um ponto na apuração, o que lhe rendeu apenas o quinto lugar. A Imperatriz Leopoldinense retornou ao Desfile das Campeãs com a sexta colocação, mas seu intérprete Dominguinhos do Estácio, após o desfile, sofreu um infarto e ficou de fora da apresentação de sábado. Portelenses descontentes com o presidente Nilo Figueiredo realizaram um protesto pedindo sua saída depois do carnaval, alegando que a Portela salvou a maior parte de meu material após o incêndio no barracão, tendo assim condições para ser julgada de igual pra igual com as demais. A Acadêmicos do Grande Rio deu um show de superação, mostrando belas alegorias e fantasias reconstruídas em apenas 24 dias. E a União da Ilha do Governador realizou um espetáculo que foi sucesso de crítica, de maneira a ser a maior vencedora do Estandarte de Ouro, incluindo os prêmios de melhor escola, enredo e intérprete. Nenhuma escola foi rebaixada para o Grupo de Acesso, vencido pela Renascer de Jacarepaguá, que estreará no Grupo Especial em 2012. Desde 1965 que nenhuma agremiação de Jacarepaguá fazia parte do principal grupo do carnaval carioca. Na oportunidade, foi a vizinha União quem desfilou na elite. O destaque negativo ficou com a Caprichosos de Pilares, que despencou para o Grupo B apenas cinco anos depois de sua última participação no Grupo Especial. O Paraíso do Tuiuti, com um enredo sobre Caetano Veloso, foi o campeão do Terceiro Grupo e subiu para o Grupo A. A Lins Imperial, com um desfile pobre em todos os aspectos, amargou a última colocação e o rebaixamento para o Grupo C, perdendo o direito de se apresentar na Sapucaí. No Grupo C, a vitória foi da Unidos da Vila Santa Tereza, que na apuração superou o Favo de Acari no último quesito e subiu para o Grupo B. A Unidos da Ponte, apesar de divulgar uma versão que seu samba fora encomendado, reeditou uma obra derrotada no carnaval 1984, composta originalmente para o enredo "Oferendas". Destaque negativo para o rebaixamento de agremiações tradicionais para o Grupo D, como Acadêmicos do Engenho da Rainha e Vizinha Faladeira. Em compensação, a Unidos de Lucas foi a grande campeã do Grupo E, o último grupo. O Canários das Laranjeiras foi a única agremiação a reeditar um enredo em 2011, repetindo seu tema de 1991 "Lugar de Mulher é na História".

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