Digirentes das escolas se reuniram na última segunda-feira com o presidente da LESGA Reginaldo Gomes para discutir soluções para este impasse, já que nenhuma agremiação possui outro local para dar continuidade à produção de seus respectivos desfiles.
"Um grupamento de policiais e da Guarda Municipal, com um oficial de Justiça e representantes da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto, estiveram no Carandiru, no dia 27 de julho, para que as agremiações deixassem seus barracões. Conseguimos um prazo de 30 dias para que achássemos um lugar adequado. Visitamos uma área na Avenida Brasil e o secretário de Turismo Antonio Pedro garantiu que nos instalariamos ali. No dia 7 de agosto, uma operação policial no local surpreendeu a todos e a partir daí, não fomos recebidos por ninguém do poder público e impossibilitados de ocupar o novo espaço", disse Reginaldo.
O dirigente convocou as comunidades das respectivas escolas para estarem no Carandiru às 8h deste sábado. O objetivo da reunião é negociar com a prefeitura e orgãos de justiça a resolução para o caso.
Caso não haja acordo, as seguintes agremiações deixarão o Carandiru: Renascer de Jacarepaguá (Grupo Especial), Unidos de Vila Santa Tereza, Difícil é o nome, Unidos de Padre Miguel, União Parque Curicica, União de Jacarepaguá, Vicente de Carvalho, algumas escolas do Grupo C e Mirins, blocos carnavalescos, além da Viradouro, Cubango e Santa Cruz, que estão fora do Carandiru, mas vão ter que sair dos locais para dar lugar as obras do "Porto Maravilha" e construções para os Jogos de 2016.
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