Ativista da causa negra e autor da "Enciclopédia brasileira da diáspora africana", Nei Lopes acredita que o samba é refém do racismo. Segundo ele, o gênero primeiro teria sofrido um processo de desafricanização, estabelecendo um gueto para o que seria o samba africanizado, as escolas de samba.
"As agremiações, todavia, foram desafricanizadas também. A sociedade brasileira, aliás, conseguiu um negócio impressionante que é criar uma cultura negra sem negros. As pessoas, de um modo geral, não dão conta disso, pensam que escola de samba ainda é uma manifestação de cultura africana. Não é mais", diz o sambista.
Mas Nei Lopes pretende ir mais longe e viajar no tempo, contando um pouco do que sabe sobre a história do samba. O mesmo fará, aliás, a professora Maria Augusta Rodrigues: "Vou mostrar um estudo a respeito das origens do carnaval, a partir das mitologia egípcia e grega. Lembrarei, por exemplo, que a data da celebração é uma adaptação do calendário de festas do hemisfério norte, pois aqui ela deveria ser num outro momento. E pretendo falar ainda acerca do mito das máscaras, que remonta à origem dessa manifestação", declarou.
O ciclo de debates termina no dia 22 de novembro, quando receberá o antropólogo e escritor Roberto DaMatta, a professora de antropologia Maria Laura Cavalcanti, sob a mediação de Rosa Maria Araújo, presidente do Museu da Imagem e do Som, escritora e de musicais como 'Sassaricando'.
Serviço:
Centro Cultural Banco do Brasil: Rua Primeiro de Março, nº 66 - Centro
Horário: 18h30 (Os interessados devem chegar uma hora antes para adquirir senha)
Informações: 3808-2020
Censura livre.
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