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terça-feira, 12 de julho de 2011

SAMBAS CLASSIFICADOS - MANGUEIRA 2012

CHAVE A DIA 2/7
LOCAL: QUADRA DA MANGUEIRA 16H
61A/63A/64A/65A/66A

CHAVE B DIA 3/7
LOCAL: CACIQUE DE RAMOS 13H
82B/84B/85B/86B/87B

CHAVE C DIA 9/7
LOCAL: QUADRA DA MANGUEIRA 14H
82C/85C/86C/87C/88C

CHAVE D DIA 10/7
LOCAL: CACIQUE DE RAMOS 13H
63D/64D/65D/66D/67D

CHAVE E DIA 16/7
LOCAL: QUADRA DA MANGUEIRA 16H
101E/102E/103E/104E/105E/106E/107E/108E

sexta-feira, 24 de junho de 2011

ESCOLA DE SAMBA: FONTE DE RELAÇÕES SOCIAIS


O agigantamento dos desfiles das escolas de samba e a supervalorização do campeonato acabaram sendo fonte principal das atenções dos olhares da imprensa, de patrocinadores e de admiradores das agremiações. O luxo da Beija-Flor, a organização mangueirense e a ascensão contínua da Grande Rio, são exemplos de como excessivamente estão em foco a imponência, o capital e a carnavalização de temas mercadológicos. Sem lamentos e sem tom saudosista, o carnaval das escolas de samba percorreu sua trajetória e recebeu fortes influências de transformações sociais, causando também seus reflexos na sociedade e nas mudanças de valores.
Apesar de todo esse cenário que estamos inseridos, existe um campo rico de análise e possibilidades, verdadeiras fontes construtoras de relações sociais, fato que merece destaque. Desde as disputas de sambas até o “consumo” dos desfiles, são estabelecidas uma série de relações entre as entidades representativas, veículos de comunicação e especialmente amantes da festa. Aparentemente, a internet parece ter se tornado o principal meio de interação entre torcedores e produtores, com informações, pontos de vista e construção de novos projetos. O virtual propicia o debate, a apuração de fatos e o noticiário. Vai além ao possibilitar a relação face-a-face; o mais intenso e possível modo de troca com o outro que possuímos, onde o apreendemos e somos apreendidos na totalidade. Pode-se afirmar, com certo grau de certeza, que antes da internet tínhamos um público heterogêneo, pulverizado, sem identidade, pouco representado e impraticável de qualquer ação representativa. Atualmente, permanece ainda a pluralidade, o lugar físico momentaneamente pode ser substituído pelo virtual e o contato intensifica-se através das comunidades carnavalescas.
O encontro através das escolas de samba possibilita uma série de experimentações, revela talentos e potencializa possibilidades. Na mesma via permite a vivência simples e satisfatória de um estar descomprometido, por puro desejo e na busca de satisfazer necessidades subjetivas. Como por exemplo, apreciar a apresentação de uma bateria, tomar uma cerveja ao sabor de um papo sobre determinado samba ou desfile, estar em situações menos prováveis anteriormente. Assim, as escolas de samba expandem a característica própria que possuem de promotoras das relações sociais, ao permitir que as fronteiras sejam rompidas entre os sujeitos, bem como ao escancarar suas portas para o mundo. O público – torcedores das escolas de samba - não são mais sujeitos sozinhos, sentenciados a experimentos viver algo isoladamente. A concepção de comunidade sem barreiras, a intensificação das vivências de escola de samba em plenitude, compartilhando com outras pessoas os mesmo interesses, durante todos dos dias do ano constrói um novo histórico para nossas relações.
Diante de tudo aquilo que se possa aprender com agremiação carnavalesca, seja pelo viés cultural ou pelo organizacional, estamos num exercício diário de sermos atores da vivência social, da troca contínua e interrupta com nossos pares. Escola de samba não deve ser vista somente como produtora de desfile, mas principalmente como agente de agregação, de troca e movimento social contínuo. Afinal de contas, o que mais se aprende em qualquer esfera da vida é se relacionar e com nossas escolas não é diferente.

lembrete importante:À TODOS OS CONCORRENTES AO SAMBA ENREDO PARA 2012‏


Eu apoio! E você?‏

Mobilização Verde e Rosa - UPP na Mangueira‏

Com a chegada da UPP ao Morro da Mangueira, e o choque de ordem que o poder público promete para a comunidade, a Nação Mangueirense começa a vislumbrar a concretização daquilo que foi eternizado em canção: "sei lá, em Mangueira a poesia fez um mar, se alastrou". A vontade popular de que seja erguido ali o novo Palácio do Samba, muito mais que uma quadra de ensaios, um ponto de referência para o samba carioca trará o asfalto para o morro. Há muito que não só o Rio de Janeiro como o Brasil, carece de um lugar que faça valer a mística da maior expressão cultural do povo brasileiro mundo afora, um espaço dedicado ao samba, e que ao mesmo tempo simbolize a vitória da resistência, e que sirva de referência de que o samba, antes marginalizado, pode servir para salvar vidas e oferecer cidadania.
A grande torcida da Nação Verde e Rosa é que o novo Palácio do Samba possa servir de palco não apenas para a escola de samba, como também seja um espaço onde o samba possa se congregar, atraindo público, turistas e investimentos, quebrando mais um preconceito, e mostrando ao mundo inteiro que a favela pode sim abrigar grandes espetáculos.
A Torcida Nação Verde e Rosa já prepara uma mobilização, e vai preparar um grande abaixo assinado, pedindo às autoridades a execução do projeto do novo Palácio e está ansiosa para celebrar a vitória do samba, da arte, que coloriu com sua combinação ímpar de cores, o maior patrimônio da cultura nacional, nascida ali, nas ladeiras e vielas do Morro da Mangueira!

Torcida Nação Verde e Rosa
1ª Torcida Organizada da Estação Primeira de Mangueira

Mangueira do Amanhã pode 'Buarquear' novamente na avenida



Foto: DivulgaçãoEm conversa com o SRZD-Carnaval, a vice-presidente da Mangueira do Amanhã Deisy Loureiro, disse que a reedição do enredo Chico Buarque da Mangueira é uma das opções para o Carnaval de 2012.
Ela contou que para dar continuidade ao trabalho, que já tem detalhes estruturados, aguarda apenas uma reunião com a AESMRio sobre as propostas de patrocínio.
Deisy avisou que em julho, começarão as inscrições para o curso de formação de porta-bandeiras e mestre-salas mirins, cujas aulas são dadas pela presidente da escola Matilde Sargedo e as aulas para passistas.
Ela disse que as aulas de percussão para a Bateria Surdo 1 da verde e rosa já estão acontecendo, para mais informações, os interessados, que devem ter no máximo 18 anos, devem procurar os diretores de bateria às quartas-feiras na quadra.
A vice presidente informou que alguns projetos para cursos de chapelaria, corte e costura estão sendo cogitados. Para estes projetos, serão aceitos adolescentes com idade a partir de 14 anos e as mães dos componentes da escola que costumam participar.

Mestre-sala Fabrício: 'confio no projeto do Tigre para o Carnaval 2012'



Foto: Arquivo PessoalEm entrevista com o SRZD-Carnaval, Fabrício Pires falou sobre as mudanças que estão acontecendo na escola do Tigre, motivação para apresentação do casal recém chegado à agremiação e or projetos sociais que pretende desenvolver.
Ele contou que seu relacionamento com o samba começou a ser mais intenso aos  10 anos, pois frequentava a quadra da Caprichosos de Pilares acompanhado pela família. Este ano era 1990 e ele era uma das crianças que se juntavam aos ritimistas da bateria para aprender a tocar. Entre os movimentos marcantes deste ano, estava a fundação oficial das escolas de samba mirins.
Fabrício, investiu na dança e foi o primeiro mestre-sala mirim da Inocentes da Caprichosos em 1992. No mesmo ano, desfilou na escola mãe como 2º mestre-sala e retronou à Caprichosos de pilares no 1º casal em 2005. No Carnaval de 1992, foi convidado para ser o 2º casal da Imperatriz Leopoldinense e se destacou no 1º casal da Unidos do Cabuçu no Grupo de Acesso A em 1994.
O experiente mestre-sala ficou na Imperatriz até o Carnaval de 2001, quando uma visita na quadra da Portela o colocou de vez entre os primeiros casais do Grupo Especial, ele venceu o concurso proposto, pelo então presidente Carlinhos Maracanã, e desfilou com o manto azul e branco da escola nos Carnavais de 2002 a 2004 ao lado da porta bandeira e amiga Cristiane Caldas.
"Eu e Cristiane somos amigos e nos respeitamos. Nossos ensaios evoluem tranquilamente, pos isso, a leveza na avenida." disse.
Foto: Arquivo Pessoal
O mestre-sala e Cristiane seguiram juntos nas passagens pela Tradição em 2006 e 2007, no retorno à Portela em 2009 e na Mocidade onde permaneceram até o Carnaval de 2011.

Foto; Arquivo PessoalFabrício Pires falou que luta Kung Fu desde os 9 anos, é faixa preta desde os 18. Entre as competições que participou, destacou se os títulos de bi-campeão brasileiro em 97/ 98 e campeão sul americano em 99 na Argentina. Ele manifestou o desejo de propor ao presidente Francisco Marins um projeto para interagir com os jovens de São Gonçalo dando aulas da arte marcial.
"Minha única experiência fora do tatame foi numa tentativa de assalto na sapucaí no início desse ano enquanto ensaiava, conversei com o rapaz e tudo terminou bem", contou.
"Minha expectativa vem junto com o brilho nos olhos dos componentes da escola. Acredito na nova era do Tigre e num desfile maravilhoso em 2012", disse, emocionado com a recepção que teve na chegada à Porto da Pedra.

Turco: 'Paulino sempre lutou pela Mangueira, é uma perda imensa'



Foto: DivulgaçãoO compositor Hélio Turco disse, com exclusividade ao SRZD-Carnaval, que vive um dia muito triste da sua vida. Além de perder sua esposa na última quinta-feira, acordou com mais uma notícia de falecimento. Hélio, um dos maiores compositores da história da Estação Primeira, relembra como o amigo Roberto Paulino, que atualmente era presidente de honra da agremiação, foi importante para a verde e rosa. A causa da morte não foi informada.

"O Paulino que tirou a Mangueira do buraco quente e trouxe aqui para baixo. Sempre lutou muito por essa escola. No ano de 1960 fomos campeões com ele na presidência e com meu samba 'Carnaval de todos os Tempos'. Em 1961 a mesma coisa, Mangueira bicampeã com meu samba 'Recordações do Rio Antigo'. A Mangueira perdeu mais uma pessoa muito importante, que vai fazer muita falta. Enquanto presidente sempre fez grandes Carnavais. Ele falava que eu era um dos poucos amigos que ele ainda tinha, ajudou muita gente, deu emprego pra muita gente. Era muito humilde, muito inteligente, um poliglota. Graças à ele a zona sul chegou até o samba. Ele foi criado lá, conhecia muitas pessoas da alta sociedade e trazia todo mundo pra cá. É uma perda muito grande. Estou muito triste. Perdi minha esposa ontem, e,o Paulino hoje. Mas Deus sabe o que faz, ele sabe todas as coisas", concluiu muito emocionado.

O baluarte Roberto Paulino Ludolf Soares de Souza, foi eleito presidente de honra da Estação Primeira de Mangueira no ano de 2009. Ocupando o lugar de José Bispo Clementino,  intérprete conhecido como Jamelão que recebeu este cargo após ter passado pelo compositor Carlos Cachaça.

Foi presidente da escola aos 24 anos de idade nos anos de 1959, 1960, 1961 e 1962. Conquistou dois títulos, em 1960 e 1961. Junto com Dona Neuma criou a ala das baianas, a primeira comissão de frente feminina e a ala das crianças. Há seis anos lançou o livro "Do Country Club à Mangueira", pela editora Letra Capital, onde conta sua relação de amor com a escola e a convivência com pessoas da alta sociedade carioca.
f
Jornalista e escritor, participou da criação do prêmio Estandarte de Ouro em 1972. Trabalhou nos jornais Estado de São Paulo e O Globo. Vindo de uma família rica, dona da Companhia Brasileira de Cerâmica localizada na Mangueira, empregava muitas pessoas da comunidade.

Seu corpo está sendo velado nesta sexta-feira, das 13h às 17h, no cemitério São João Batista, capela 3, em Botafogo. Neste sábado ele será cremado no cemitério do Caju às 14h.
Leia também:
- Ivo Meirelles lamenta morte de Paulino

quinta-feira, 23 de junho de 2011

O moderno e o tradicional



Este título foi tirado da primeira estrofe de um antigo samba de Martinho da Vila, Quatro séculos de modas e costumes, com que a Unidos de Vila Isabel desfilou em 1968. Ele me veio à cabeça nesta terça, no Centro Cultural Banco do Brasil, no segundo encontro do evento "Carnaval, que festa é essa?", cujo tema era O ritmo do carnaval.
No palco se reuniam o tradicional, representado pelo veterano Monarco, e o moderno, na pessoa do compositor André Diniz, representante de uma geração de sambistas mais pragmáticos, para dizer o mínimo. Entre os dois o escritor e pesquisador Luiz Antonio Simas, que por conhecer do riscado deu ele próprio uma importante contribuição ao debate, com intervenções pertinentes e criativas.
O interessante é que os palestrantes assumiram seus papéis com convicção, ou seja, Monarco recordou o passado, com menção inspirada ao genial Silas de Oliveira, no que toca ao samba enredo, e a inúmeros excelentes sambas de terreiro, depois chamados sambas de quadra e hoje desaparecidos como gênero. Sambas nascidos no seio das escolas, pois passavam pelo crivo, por exemplo, do exigente Natal, que proibia a execução na Portela daqueles que reconhecesse como coisa de fora. "Isso é do rádio", fulminava.
Cuidadosamente Monarco evitou emitir qualquer opinião ou juízo de valor sobre a atualidade. Só lamentou as mudanças verificadas, com justificada nostalgia de um tempo em que quem decidia a disputa de samba enredo eram as pastoras.
André Diniz, por seu turno, deu à plateia uma visão muito clara e realista do que significa fazer samba na atualidade. Ouvindo-o, a gente chega à conclusão de que vida de compositor não é nada fácil. A começar pela fragilidade dos enredos: "é difícil fazer samba sobre cabelo", suspira ele. Ou sobre o que se convencionou chamar de CEP (cidade, estado e país). Em contrapartida, os ganhos já não são mais astronômicos, como na década de 1980. Há escolas de samba que ficam com 60% dos direitos do samba. Reclamar com quem? E não é apenas isso que incomoda, mas também o andamento em que o samba é executado e a qualidade da gravação.
Outra questão incômoda é o processo de escolha do samba em cada escola. A parceria que não levar torcida é cortada, independentemente da qualidade do samba. Mas também pode acontecer de a parceria levar 30 ônibus e perder para um amigo do presidente ou da primeira dama.  A frase que resume as queixas é contundente: no circo da disputa, o compositor é o palhaço.
Igualmente incômoda é a falta de clareza dos critérios de julgamento do samba no desfile, que nunca foram debatidos com a comunidade de compositores das escolas de samba. O formato quase obrigatório hoje, duas partes, um refrão entre elas e outro no final parece ser uma fórmula infalível, mas, segundo André, cabe aos compositores modificar isso, como lutar para que do processo de escolha só participe quem efetivamente pertence à escola, sem torcida de aluguel.
À pureza de Monarco, que nunca faria samba para concorrente da sua Portela e que se reporta a um tempo em que havia "uma solidariedade bonita no samba", esperava-se opor, na pessoa de André Diniz, a frieza e o profissionalismo dos "escritórios" de fazer samba. O que se viu foi um sambista que tem uma reflexão sobre o que faz, sobre o papel das baterias e harmonias no andamento do samba, sobre a participação às vezes pouco respeitosa de alguns intérpretes, que tomam liberdades com o samba, e sobre o que classificou como a colaboração da transmissão da Rede Globo para a decadência do espetáculo.
Acima de tudo ali estavam dois sambistas apaixonados por suas escolas, em busca de uma solução para o impasse que vive o samba enredo na atualidade. Se Monarco opta por se afastar de disputas, André Diniz lamenta uma realidade que leva os compositores a "se organizarem" em parcerias (parceria organizada seria uma eufemismo para o termo "escritório"?), embora não gostem disso.
Este segundo encontro do evento foi marcado por uma maior participação do público, bem mais à vontade e mais motivado para o debate do que no encontro de maio. Só é preciso um pouco de cuidado para que a participação improvisada e desorganizada da plateia não descambe para confusão e prejudique os que lá foram interessados em ouvir as personalidades anunciadas no programa.

Porta-bandeira Rute: 'Amo minha Vila Isabel, lá tenho uma família'



Foto: Acervo PessoalRute era querida por Manoel Dioníso em 1997, onde se formou como porta bandeira. Despontou no concurso para o cargo de segunda porta bandeira da São Clemente, seu talento conquistou a admiração do presidente da escola de botafogo que a promoveu a primeiro casal com o mestre-sala Amendoim, no Carnaval de 1997, conforme contou ao SRZD-Carnaval.
Rute comentou sua passagem pela São Clemente neste ano, estreando como primeira porta-bandeira. Depois, passou pela Portela nos Carnavais de 1998 a 2000. Está na Unidos de Vila Isabel desde 2003 e conquistou, junto com a escola, o passaporte de volta para o Grupo especial em 2004, onde permanecem mostrando sua garra.
"Amo a diretoria. Essas pessoas formam uma segunda família e nossas reuniões tem sabor especial", contou, feliz com o carinho que recebe por onde passa.
A porta-bandeira é religiosa e sua fé é mais um detalhe especial na relação com o mestre-sala Julinho: "Sou devota de Santo Expedito e Julinho de São Jorge. Antes de entrarmos na avenida, oramos juntos." Disse. Revelando que Julinho compôs uma oração que sempre fazem antes de iniciar uma apresentação.
"Não medimos esforços para ensaiar, não existe mais amadorismo na evoluções dos casais na Sapucaí."
Foto: Acervo Pessoal
Ela disse que confia na Liesa e nos jurados que escolhe para apurar os defiles. Antes de pensar em se abater, o casal conversou e trabalhou sobre as justificativas para aprimorar seu bailado.
A figurinista que se forma em 2012, já produz as roupas que usa e as que o casal veste nos ensaios técnicos e se prepara para voltar aos ensaios com seu mestre-sala na primeira semana de julho.
Rute tem carinho e respeito pelo enredo que falará sobre Angola e avista um grande espetáculo da Vila Isabel na Sapucaí em 2012.

A Resistência do Samba e o Cordel Salgueirense



Foto: Reprodução de InternetEra o ano de 1959 e um grande encontro antecipava o começo da reação do samba como manifestação popular em detrimento aos temas nada culturais, porém populistas que marcaram as primeiras décadas de desfiles das escolas de samba na cidade do Rio de Janeiro, ao retornar as suas raízes e contar a história daqueles que enfrentaram a opressão, retrato dos menos favorecidos, a classe oprimida. O artista plástico Fernando Pamplona, depois do Carnaval, foi convidado pelo presidente Nélson de Andrade para elaborar o enredo dos Acadêmicos do Salgueiro para 1960, por ter surgido uma admiração mútua. Pamplona, ao julgar os quesitos escultura e riqueza, deu nota máxima ao Salgueiro, nota maior que a alcançada pela campeã do ano, a Portela. E ficou maravilhado com o desfile dos brancos encarnados do bairro Tijuca. Nelson ficou ainda mais satisfeito com a resposta positiva de Fernando, que veio acompanhada da sugestão de homenagear uma figura da história do Brasil tão importante quanto esquecida.
O grande líder de Palmares provocou uma mudança na galeria dos enredos em louvor a figuras de nossa história, esse quilombo tem magia... Sergio Cabral salienta na obra "As Escola de Samba do Rio de Janeiro" que o Salgueiro em 1955 já havia fugido dos padrões comuns ao Carnaval, quando homenageou o prefeito Pedro Ernesto, que era considerado pelo regime da época como subversivo. Pois bem, esse Salgueiro de vanguarda e de abordagem crítica, Salgueiro de resistência cultural ao trazer acadêmicos para seus quadros e recuperar passagens históricas esquecidas dos livros didáticos, é a mesma Academia que há alguns anos retoma o seu destino e nos brinda com enredos dignos de suas origens.
Foto: DivulgaçãoE por falar em origens, o cordel, fiel errante da literatura popular, é mais um exemplo da resistência da manifestação da gente mais humilde, seus causos e seus heróis ganham a eternidade das letras desde a França dos doze pares até nossos dias, passando por personagens qual Pedro Malazarte, lendas como a do Pavão misterioso e as andanças de Lampião e seu bando pelo sertão. Sobram motivos, faltam adjetivos para se emocionar com o prenuncio de um casamento perfeito quando a cultura do cordel cair no samba do Salgueiro.
Confesso que não sou nenhum admirador de sinopses versadas, posto que leva muitos ao velho copiou/colou de frases feitas em seus sambas, como também impede um pouco a criação ou a procura de versos e rimas pertinentes ao enredo, mas posso dizer que esta vem por demais fazer jus ao cordel, é simples, poética, leve e inteligente, sem nada demais ou algo de menos.
Neste processo de reencontro da escola com a sua essência, deve se salientar o papel de destaque de dois setores que parecem trabalhar em perene comunhão: o departamento cultural que sem esquecer a modernidade, além do seu tempo, que a escola carrega há muito, procura soluções de enredos peculiares, atuais e que aliam conteúdo com o gosto popular; e o gênio da dupla de carnavalescos Renato e Márcia Lage, artistas na acepção da palavra. Confesso que poderia fazer vários textos em relação aos enredos e as inovações que os dois já apresentaram ao grande público carnavalesco, acho que tudo que for falado a respeito é muito pouco em virtude de tamanho talento.
fÉ oportuno também entender que, desde 2007 com Candaces, a escola vem esforçando-se muito para fazer a desmistificação da síndrome do "explode coração na maior felicidade..." que consumiu anos e anos da poesia salgueirense. Esperamos muito a publicação deste Cordel Branco e Encarnado no Carnaval de 2012, que com a devida licença poética poderia chamar-se: A LUTA DE RESISTÊNCIA ALVO VERMELHA CONTRA O MONSTRO ENCARDIDO DA ANTICULTURA. Parabéns a toda escola pelo momento mágico e as possibilidades que se apresentam em trovas e versos.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Obras no Sambódromo são estimadas em R$ 5 milhões



Foto: DivulgaçãoEm andamanento, desde maio, o maior projeto de reforma já previsto no sambódromo está provocando grande ansiedade no público e nos profissionais que produzem o grande espetáculo do carnaval em ver o resultado do investimento.
A obra foi estimada em R$5 milhões e tem término previsto para 20 de Dezembro. A Riourbe garante que estará pronto até o início dos ensaios técnicos agendados para janeiro de 2012.
O projeto prevê novas instalações para restaurantes e bares. Também será feita a revisão das instalações elétricas, hidráulicas e do gás, para atender ao público durante os desfiles.
Para aumentar a capacidade de público, o Setor 2 foi demolido para edificação de camarotes patrocina dos pela Ambev e arquibancadas.
A Liesa acredita que a união entre a liga e órgãos públicos é um dado importante para o bom funcionamento do que foi planejado.

Marcus Ferreira segue na Estácio: 'desfile será bem diferente do que esperam'



Foto Reprodução de InternetRecentemente circularam comentários de que o carnavalesco da Estácio de Sá, Marcus Ferreira, deixaria a escola por conta de divergências internas. Porém, o próprio informou ao SRZD-Carnaval que na verdade ele não havia concordado com a abordagem do enredo que a escola escolheu. Passados alguns dias, Marcus se entendeu com a agremiação e permaneceu na escola.
"A proposta que eu tinha levado de abordagem do enredo foi aceita e a escola me fez o pedido para dar continuidade ao trabalho para 2012", explicou.
Ainda sem poder adiantar de que maneira a escola vai apresentar o enredo sobre Luma de Oliveira, Marcus garantiu: "o que foi escolhido vai ser o melhor para a escola e para a homenageada".
O carnavalesco ainda destacou que será um desfile "bem diferente do que todos esperam".
A logo e o título do enredo serão apresentados na próxima feijoada da agremiação, em julho.

Morro da Mangueira: R$ 360 milhões em obras em 2011



Bope ocupa Mangueira (Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo)RIO - A reurbanização da Mangueira está vinculada à liberação de verbas do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) do governo federal. Com a proximidade da Copa do Mundo, a prefeitura e os governos do estado e federal esperam que R$ 360 milhões sejam alocados no morro ainda este ano, já visando à final do megaevento no Maracanã, estádio vizinho à comunidade.
18ª UPPPolícia ocupa o Morro da Mangueira
380 AGENTESUPP da Mangueira terá o maior número de policiais até agora
FOTOGALERIAApós ocupação, prefeitura faz operação de choque de ordem na Mangueira
VÍDEO 1Veja as imagens da ocupação da Mangueira
VÍDEO 2O dia seguinte na Mangueira
VÍDEO 3Moradores contam o que é ser mangueirense
Em abril do ano passado, o projeto de reurbanização do lugar foi desenhado em reuniões de técnicos da Secretaria municipal de Habitação e da Secretaria estadual de Obras. A Empresa estadual de Obras Públicas (Emop) e o arquiteto Jorge Jauregui formularam as intervenções a serem feitas no Complexo da Mangueira.
Nossas obras comportam, por exemplo, a produção habitacional em três áreas: em duas antigas fábricas e um imóvel do Ministério da Fazenda
Segundo o secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar, do projeto original, apenas a ideia da implantação de um teleférico foi abandonada. Bittar informou que as obras da prefeitura serão custeadas com R$ 150 milhões do governo federal com uma contrapartida de R$ 30 milhões da própria prefeitura. Os R$ 180 milhões restantes ficarão sob a responsabilidade do governo do estado.
- Nossas obras comportam, por exemplo, a produção habitacional em três áreas: em duas antigas fábricas e um imóvel do Ministério da Fazenda - afirmou o secretário.
Grande praça será erguida na Visconde de Niterói
Bittar acrescentou que, dentro do planejamento, há uma renovação total no sistema viário, de tal maneira que o trânsito da Rua Visconde de Niterói seja desviado da via, onde uma grande praça será erguida em frente à quadra da escola de samba.
- Vamos organizar o comércio ali, com a capacitação das pessoas que vão ocupar os novos quiosques - disse Bittar.
SEGURANÇAocupação da Mangueira fecha cinturão em torno do Maracanã; Maré é desafio
ESPECIALMangueira, o morro da tradição verde e rosa
A reforma do antigo prédio do IBGE também está prevista no projeto. Nele, de acordo com Bittar, haverá salas de cinema, um centro cultural e um centro digital e centro de captação profissional em parceria com a Uerj, Cefet e Faetec.
- E, ao lado da linha férrea, já iniciamos um processo de reassentamento das famílias da Favela do Metrô. Elas vão para um prédio do programa Minha Casa Minha Vida na própria Rua Visconde de Niterói. As oficinas de carros e motos sairão da Radial Oeste, e lojas serão montadas em ruas internas da Mangueira, a fim de manter a ocupação dos mecânicos dali.
Passarelas interligando a Mangueira a Uerj e ao Hospital Pedro Ernesto também serão construídas - como antecipou O GLOBO em abril de 2010 . Todas as passarelas serão largas o suficiente para dar espaço a ciclovias.
- Além disso, uma nova rua ligando a Visconde de Niterói à São Luiz Gonzaga será construída. Pelo nosso diagnóstico, a comunidade hoje está muito isolada da cidade formal - lembrou Bittar.
Numa referência à cultura local, uma calçada musical, com notas com sambas de ícones como Cartola será feita com a intenção de encontrar, a partir da Rua Visconde de Niterói, a calçada musical do Boulevard Vinte e Oito de Setembro, que já conta com notas musicais de canções de Noel Rosa e outros mestres da música brasileira.
Governo do estado construirá plano inclinado
O estado também atuará na favela, com R$ 180 milhões provenientes da União. Entre as atribuições da Secretaria estadual de Obras está a regularização fundiária de 4.970 unidades. A construção de um plano inclinado também está contemplada, assim como a criação de equipamentos comunitários, como uma escola profissionalizante, uma creche, um centro de saúde, além da reforma da quadra da escola de samba.

Mangueira: pacificação dobra preço de imóveis


Corretores avaliam que apartamentos e casas em bairros próximos de futura UPP terão valorização de 100% nos próximos meses, como ocorreu na Grande Tijuca


Rio - O mercado imobiliário já vive a expectativa de valorização dos bairros no entorno do Morro da Mangueira após o início da ocupação da comunidade. A exemplo da Tijuca e de Vila Isabel, onde o valor médio de casas e apartamentos dobrou após a pacificação das favelas da região, a implantação da 18ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) promete nova ‘explosão’ nos negócios de compra, venda e aluguel.
A partir de denúncia de moradores, muro que funcionava como espécie de escudo de traficantes foi derrubado | Foto: Severino Silva / Agência O Dia
Segundo o presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Município do Rio, Egydio Andreza, o mercado tem reagido muito bem às pacificações. “As construtoras não passavam do túnel, mas, de uns tempos para cá, descobriram esses bairros. Ainda devemos levar em consideração que, com a Copa e as Olimpíadas, a região do Maracanã fica mais conhecida e, naturalmente, valorizada”, avalia Egydio.
A pacificação das favelas da Grande Tijuca começou há um ano. Foram instaladas UPPs nos morros do Borel, Formiga, Andaraí, Salgueiro, Turano, Macacos e São João. Segundo o corretor de imóveis Fernando Fernandes,que atua na região há mais de 20 anos, preços de aluguel e venda de apartamentos subiram 100% depois das ocupações. “A valorização é assustadora, inclusive com filas de espera para alugar imóvel. Próximo ao Morro dos Macacos, apartamentos que antes valiam R$ 30 mil, atualmente chegam a R$ 200 mil”, contou Fernando.
Foto: Severino Silva / Agência O Dia
Agentes da Polícia Federal apreenderam material para embalar drogas | Foto: Severino Silva / Agência O Dia
Sueli de Fátima Silva Campos, de 43 anos, deixou a Zona Sul para morar em um condomínio de São Cristóvão. “Morava em Botafogo, próximo a uma área verde. Vim para cá há um ano e meio e escolhi o local atraída pela Quinta da Boa Vista. Essa região de São Cristóvão vem se valorizando. Agora, com a UPP da Mangueira, fecharam o cinturão de segurança em volta do Maracanã e me sinto mais segura”, explicou Sueli.
Derrubado muro do tráfico
Os moradores da Mangueira começam, ainda timidamente, a fazer denúncias. Ontem, agentes da Secretaria Especial da Ordem Pública derrubaram um muro que era utilizado como fortaleza de traficante, no Buraco Quente.

Outra denúncia de moradores levou a Polícia Federal ao morro. Os agentes recolheram material para embalar drogas, duas balanças de precisão, facas e cápsulas e 200 gramas de cocaína.
O Batalhão de Operações Especiais (Bope), que se reúne hoje à tarde com os moradores, apreendeu 700 trouxinhas maconha, 700 papelotes de cocaína, crack, loló, carregadores de fuzil e coletes atrás de uma parede falsa.
Segundo o comando do Bope, o objetivo da reunião de hoje é estreitar laços com a comunidade, conhecer as carências e encaminhá-las a outros órgãos públicos para que os problemas sejam resolvidos.
Média de 120 atendimentos por dia
Desde o início da ocupação da Mangueira, a Defensoria Pública realizou 120 atendimentos por dia, em média. Além do auxílio jurídico a moradores, defensores fiscalizaram o trabalho dos policiais militares durante abordagens e revistas feitas na comunidade.
“Observamos as ações e não encontramos situação grave. Vimos que os policiais estão respeitosos em suas abordagem e mostraram compreensão devido aos anos de ausência do estado”, comentou o defensor Eduardo Quintanilha.
A Defensoria volta à Mangueira dia 3. O atendimento à população será na Rua Visconde de Niterói, altura do Buraco Quente.
Reportagem de Flávio Araújo e Isabel Boechat

LUIZ GONZAGA É O ENREDO DA UNIDOS DA TIJUCA EM 2012


Unidos da Tijuca

O presidente Fernando Horta informou com exclusividade ao site Carnavalesco que o tema da Unidos da Tijuca já está definido: Luiz Gonzaga. O tema será desenvolvido pelo carnavalesco Paulo Barros que brilhará mais uma vez à frente da escola do Borel com sua genialidade e dessa vez brasilidade num tema completamente nacionalista e brasileiro até a alma, o título do enredo será divulgado em breve. Acusado diversas vezes por alguns setores do mundo do samba de produzir enredos hollywoodianos e de interesse internacional valorizando o cinema extrangeiro, dessa vez promete (ou melhor, mais uma vez!) inovar num tema que vai abordar o nordeste brasileiro, a força da música desse gênio maestral chamado  Luiz Gonzaga.

Eu já imagino a Unidos da Tijuca cantando toda a força desse homem extraordinário para a cultura do país, com alegorias faraônicas de muito efeito especial, sem perder a simplicidade do nordeste do Brasil, e alas completamente inovadoras, contemporâneas e tradicionais ao mesmo tempo. Um misto de inovação e tradição que será falar  de um tema tão popular e tradicional numa escola que implantou no carnaval carioca um novo jeito de ser fazer carnaval. A Unidos da Tijuca revolucionou o mundo do samba, e hoje está bem difícil encontrar alguém que não suspire fundo e aplauda o belo trabalho desse mestre revolucionário chamado Paulo Barros.

Este blogueiro se senti muito feliz com o que promete ser o próximo carnaval do Rio, imaginem uma Mangueira com os 50 anos do Cacique de Ramos, a Beija Flor desbravando o Maranhão, a literatura de cordel do Salgueiro, a Angola de Vila Isabel, Romero Britto da Renascer, Jorge Amado da Imperatriz Leopoldinense e tudo indica um Portinari  vindo aí pelas mãos da Mocidade Independente de Padre Miguel. Enfim, 2012 promete!

Mangueira inicia disputa de sambas em julho com recorde de inscrição



Foto: DivulgaçãoA Estação Primeira de Mangueira vai dar o pontapé inicial para a escolha do samba-enredo de 2012 no dia 2 de julho, conforme informou ao SRZD-Carnaval o diretor de Carnaval da escola, Jeferson Carlos.

Segundo ele, as inscrições de sambas-enredo vão até o dia 27 de junho e poderão ser entregues na quadra da verde e rosa, pelo site da escola, ou ainda, no Cacique de Ramos. No dia 30 de junho, a agremiação vai divulgar os sambas classificados para o concurso.

A disputa terá início no dia 2 de julho, na quadra, e no dia seguinte, no Cacique de Ramos, uma novidade para a escola.
"Serão 2 dias de apresentações. Sábado na Mangueira, às 22h e domingo no Cacique, às 14h", explicou Jeferson.

"Serão 5 chaves que ainda não sabemos a quantidade que levaremos para quadra, por que o critério para classificação será sempre as qualidades dos sambas, podemos levar de 50 a 100 ou 150 sambas para quadra", completou.

O diretor de Carnaval da verde e rosa ainda ressaltou que neste ano a escola deve receber mais de 190 sambas para a disputa, o que é recorde na agremiação.

A final da disputa será no dia 8 de outubro.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Szaniecki descarta enredo sobre história do Carnaval



Foto: DivulgaçãoDiante das especulações sobre o enredo da Porto da Pedra para 2012, o carnavalesco Roberto Szaniecki confirmou ao SRZD-Carnaval, que está analisando e estudando enredos patrocinados. Ele também descartou a hipótese de que a agremiação entraria na Sapucaí contando a história do Carnaval.

A escola do município de São Gonçalo ficou em oitavo lugar no carnaval deste ano, homenageando Maria Clara Machado, com o enredo: "O sonho sempre vem pra quem sonhar...".

Mestre Pablo entrará na avenida roubando a cena no próximo Carnaval



Foto: Divulgação / Diego MendesPelo segundo ano consecutivo comandando a bateria da Unidos do Viradouro, Mestre Pablo promete dar um show na Sapucaí. Ele também contou ao SRZD-Carnaval sua opinião sobre o enredo. A escola de Niterói entrará na avenida em 2012 falando sobre o jornalista, dramaturgo e escritor brasileiro Nelson Rodrigues.

"O Carnaval é um evento muito esperado, as pessoas estão ali para assistir coisa boa, coisa nova. Sempre procuro inovar, fazer as aguardadas paradinhas e até mesmo alguma coreografia. O importante é fazer um trabalho à altura do espetáculo", afirma.

Sobre o enredo, Pablo comenta que foi uma decisão muito feliz do presidente Gusttavo Clarão e do carnavalesco Alexandre Louzada.

"Nelson Rodrigues foi importantíssimo para nossa história. Vamos desenvolver o enredo focando nas suas grandes obras", ressalta.

O mestre deu início aos ensaios da bateria dia 24 de maio. Ele, que completará no próximo Carnaval, 21 anos desfilando pela vermelha e branca de Niterói, já passou por diversas alas da agremiação.

"Eu comecei desfilando na ala das crianças, depois desfilei com a comunidade e cheguei na bateria tocando tamborim. Em 2002, iniciei como diretor da bateria e agora em 2011 fui consagrado como Mestre", relembra.

Os ensaios de bateria na escola, acontecem toda terça-feira, a partir das 20h.

Quadra da União da Ilha terá capacidade para 10 mil pessoas



Foto: Patrícia Raposo-SRZDO presidente da União da Ilha do Governador, Ney Filardi, contou ao SRZD-Carnaval que a quadra da escola não está passando por uma reforma, e, sim, por uma reconstrução. O espaço que anteriormente tinha capacidade para 7.500 pessoas, poderá receber agora 10 mil pessoas.

"Está sendo uma reconstrução do espaço. Mudança geral, nova rede elétrica, nova rede de esgoto, novos camarotes, novos banheiros e um único bar de 40 metros", informou.

Foto: Patrícia Raposo-SRZDNey ressaltou também que agora o palco será central, para que todos tenham boa visibilidade nos eventos.

A previsão para o término da obra é dia 19 de setembro deste ano. Enquanto isso, os eventos da agremiação acontecem na Associação Atlética Portuguesa, onde será o início da disputa de samba-enredo.

No dia 15 de agosto a União da Ilha apresentará no clube da portuguesa, os sambas concorrentes. O anúncio do samba campeão está previsto para o dia 16 de outubro, na nova quadra da escola.

Foto: Patrícia Raposo-SRZDNey Filardi afirmou ainda, que, a escola está preparada para fazer um grande Carnaval em 2012.

"Vamos trabalhar com seriedade, modificar e melhorar os erros observados no último desfile. Trabalhando sempre com amor e afinco, os bons resultados chegam naturalmente", concluiu.

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