Oficializada pela Prefeitura do Rio de Janeiro em agosto do ano
passado, a construção da Cidade do Samba 2 ainda não tem data para
começar. A afirmação é do secretário de Turismo do município, Pedro
Augusto Guimarães, que, apesar da informação, garantiu que o prefeito
Eduardo Paes tem imprimido esforços para que a dramática situação das
agremiações dos grupos de acesso e mirins se resolva.
- Isso é algo que vem sendo observado com atenção pelo atual prefeito.
Temos outras questões na cidade que são prioridade no momento. Estamos
resolvendo da melhor maneira isso, que será tratado de forma mais ampla
no momento certo. O prefeito está pessoalmente empenhado nessa questão,
mas nesse momento não temos nenhuma novidade para passar. Temos o
objetivo de resolver o quanto antes, construír e entregar a obra para as
escolas do Grupo de Acesso e as escolas mirins - disse.

As três foram alocadas pela própria Prefeitura no
terreno que abrigará a futura Cidade do Funk. O problema é que o local
não possui a mínima estrutura para receber as escolas. Não há ponto de
luz e nem cobertura para as alegorias. De quebra, as agremiações não têm
permissão para construir nenhuma estrutura no local. Além disso, a
Acadêmicos de Santa Cruz, escola que ocupa um barracão na Avenida
Rodrigues Alves, já foi notificada pela Companhia Docas, dona do
terreno, e pode perder o seu espaço.
A imprensa apurou que o que vem atrasando o
processo de construção da Cidade do Samba 2 é a compra do terreno que
abrigará o empreendimento. No local, funcionou a Fábrica de Sabão
Português, na Avenida Brasil, altura do bairro de Benfica. De uma
maneira geral, Pedro Guimarães aprovou o primeiro ano da Série A e
projetou o próximo desfile.

-
Estamos numa expectativa grande. Os avanços estão aparecendo e a cidade
virou um grande canteiro de obras. É sinal de que as coisas estão
saindo do papel. Esperamos que o próximo carnaval seja melhor do que o
que passou e não tão belo quanto o do próximo ano, essa é a nossa ideia.
Essa foi uma aposta do prefeito Eduardo Paes. Recebemos essa sugestão
das escolas e aceitamos o desafio. Foi uma escolha acertada. Haja visto o
sucesso do Grupo de Acesso e essa integração com o Grupo Especial.
Sem pendências
O secretário de Turismo do Rio de Janeiro negou que agremiações da Série
A não tenham recebido toda a subvenção relativa ao Carnaval 2013.
A imprensa recebeu a informação de alguns
dirigentes de escolas da Série A, que pediram para não serem
identificados. De acordo com o que apuramos, o valor reclamado pelos
dirigentes em questão seria uma espécie de possível adicional para
compensar a redução no valor da subvenção combinado inicialmente. A
verba não estaria acordada em contrato e portanto não é admitida
oficialmente por nenhuma das partes.
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