segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A voz suave da Imperatriz do Forte


Foto: DivulgaçãoMárcio Antônio Alves, o Marcinho Diola, é a voz suave da Imperatriz do Forte no Sambão do Povo desde o Carnaval de 2007. Mas, antes de tornar-se o primeiro intérprete da Verde e Rosa do Morro do Forte de São João, ele desfilou em alas nas escolas de samba Unidos do Barreiros e Unidos de  Jucutuquara,  que segundo ele foi de suma importância para  tornar-se cantor, principalmente de samba, pois era um dos poucos componentes da ala que cantava o samba na íntegra.

Mas o grande desejo que tinha era o de um dia fazer parte de um carro de som de alguma Agremiação, e esse desejo tornou-se realidade quando o seu irmão Déo Alves assumiu o microfone oficial da Escola de Samba Unidos de Jucutuquara, em 1999, e o levou para compor a equipe do carro.

Mas, foi no Carnaval de 2004, quando o seu primo Kléber Simpatia tornou-se o intérprete da Imperatriz do Forte, que Marcinho teve a oportunidade de ser a segunda voz na sua Escola de coração. Com a oportunidade foi adquirindo conhecimentos de como se deve portar um cantor de samba de enredo. Ficou nessa posição até o Carnaval de 2006.

Com emoção, Marcinho Diola afirma que quando se trabalha com seriedade, competência e humildade, "e acima de tudo sem tentar dar rasteiras nas pessoas", os frutos são colhidos. E ele colheu os frutos em 2007 quando recebeu o convite para ser a voz oficial da Escola do Morro do Forte, de onde se avista o vai-e-vem das ondas do mar da baía de Vitória e a majestosa Pedra do Penedo.

Ele fez questão de dizer para a imprens sobre a liberdade que a escola lhe dá para escolher os seus apoios e os seus músicos, "o que é fundamental para que a integração da harmonia com a bateria a cada ano que passa seja melhor". Aproveita também para elogiar o samba que cantará na avenida e diz que está se preparando para melhorar a sua interpretação com Junior Caprichosos.

Antes de encerrarmos a conversa, lágrimas descem do seu rosto e pede que sejam registrados na matéria os momentos dificílimos pelos quais passou no Carnaval de 2010, quando a sua mãe estava em estado terminal de vida com um câncer e que só após o seu falecimento é que conseguiu gravar o samba; que ele espera que a Imperatriz seja campeã do Carnaval com um samba dos compositores do morro, ainda tendo-o na parceira e que o tenha cantado na avenida; e por fim declara que canta na Imperatriz do Forte com o coração, por amor. "Canto de graça olhando as minhas Comunidades do Forte, do Romão e do Cruzamento", finaliza o intérprete.
Foto: Divulgação

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