A gravação da faixa mangueirense valorizará a raiz do samba, de acordo com o presidente Ivo Meireles. Ele também aproveitou para explicar as mudanças que fez no samba-enredo de Igor Leal, Lequinho, Junior Fionda e Paulinho Carvalho
- Vamos gravar o samba em duas etapas. Na primeira, fizemos uma roda com pandeiro tantã e repique de mão para valorizar a história da raiz do Fundo de Quintal. Na segunda, entra a bateria. Na primeira parte pretendemos contar com alguns convidados para dar uma conotação diferenciada ao samba. Todo samba-enredo é passível de mudança. Logo depois que o samba ganha, o presidente e o carnavalesco mexem algumas coisas. Adequamos ainda mais a letra ao enredo e, na melodia, procuramos levantar algumas notas, para que o samba não fique muito arreado. Uma coisa é a escola cantando o samba normalmente com tudo microfonado e outra é a Mangueira, que inventou o paradão, só com as pessoas cantando. O samba já era muito bom, mas acho que melhoramos ainda mais.
- Não é uma queixa. É uma reivindicação. A Mangueira não quer nada da Prefeitura. Queremos apenas o terreno do IBGE, que já saiu dali tem 15 anos, abandonou o terreno. Não é a Prefeitura e nem ninguém que vai chegar ali e descobrir o que a Mangueira quer, sem ao menos conversar conosco. Não queremos dinheiro da Prefeitura e nem um cineminha ali, queremos o terreno. Se ganharmos, vamos correr atrás de parceiros para fazer uma quadra apropriada. Precisamos de uma quadra para comportar a maior escola de samba desse país – afirmou ele, que fez o pedido no microfone da escola, durante a final de samba-enredo.
Outro fato que chamou a atenção durante a final mangueirense foi a pronta aceitação de todos com a escolha de Ivo Meireles. Cenário bem diferente dos últimos dois anos, quando a escolha dele chegou a ser vaiada, principalmente em 2011. Perguntado se o que aconteceu há dois sábados no Palácio do Samba era reflexo do rendimento dos dois sambas escolhidos por ele na Avenida, Ivo concordou.
Ao final da gravação, na qual a bateria da Mangueira mostrou mais uma vez a sua qualidade e terminou todo o processo de maneira rápida, mestre Ailton comentou o que foi preparado para a faixa da escola no CD.
As gravações prosseguem até o próximo sábado, quando a Beija-Flor de Nilópolis encerra a semana. Já a partir do dia 24 de outubro, em estúdio, os intérpretes oficiais colocam a voz no samba.
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