"Nem dá para relaxar", comenta Demá, que antes da entrevista tinha uma quadra para enfeitar. O poeta eternizou "Explode Coração", que de tanto ser repetido, nem ao enredo se faz menção. Nesta terça, a mandinga não virá do Ita no Norte. "Vou me cercar dos amigos", disse o
sambista, que anseia vitória de grande porte.
Para carimbar a sorte, Betinho de Pilares tem manias singulares. "Procuro usar a mesma roupa", revela o compositor, sem deixar de lavar os trajes. "Uso a mesma cueca", brinca o poeta, que disse estar sem tempo até mesmo para uma leve soneca.
Antes de entrar na beca, Marcello Motta se envolve num clima nada estranho. "Costumo tomar banho com folhas de louro", reforça o bamba, que relutou em dizer o remédio para o mal agouro. Para ser duradouro, o talento de compor não pode se tornar refém. Para a sinopse de enredo, porém, não há como olhar com desdém.
"É muito mais perigoso", cita Motta, indicando a iminência de ser preguiçoso. Sem que o assunto se torne jocoso, o poeta encerra a prosa exaltando uma turma preciosa. "A diretoria cultural do Salgueiro é um presente para o compositor", finaliza de repente um candidato ao esplendor.
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