segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Presidentes do Grupo Especial pedem mais estrutura para o carnaval




Na noite de domingo, a Rádio Tupi promoveu um debate com os presidentes das escolas de samba do Grupo Especial. A imprensa esteve presente e conta alguns detalhes. O ponto principal da conversa foi o novo Sambódromo e a estrutura que é dada para todas agremiações. Para Paulo Vianna, presidente da Mocidade, sair da Cidade do Samba com os carros alegóricos é a maior dificuldade.

- Para o carnaval, a mudança no Sambódromo é ótima. O prefeito Eduardo Paes teve a coragem de fazer a obra e negociar com a Ambev. O som vai melhorar e ganha o carnaval. Não é o ideal, porque o Sambódromo foi feito no local errado. Ele tinha que ser afastado do Centro. Hoje, você sai da Cidade do Samba, mas sem a Perimetral, eu não sei como vai ser. A Cidade do Samba é distante do Sambódromo.

Segundo Francisco Marins, presidente da Porto da Pedra, a sociedade precisa estar cada vez mais presente na discussão do carnaval. - O investimento das escolas para levar o carro para Avenida é absurdo. A logística tem que ser mais funcional. É uma proposta que temos que defender. Temos que pensar em estrutura, porque temos a melhor festa do mundo, mas não a melhor estrutura.

Nilo Figueiredo, presidente da Portela, também reclamou: - O nosso sonho maior é ter um orçamento do governo para o carnaval. Os carnavalescos fazem alegorias grandes, mas temos o viaduto que impede o tamanho mais alto e ainda temos agulhas nas ruas e não sei como vamos fazer em 2012, porque o caminho está em obras. Tem que rezar para chegar tudo direitinho na Avenida. Além disso, a construção da Cidade do Samba é ruim. Cada barracão tinha que ser separado um do outro. A cada ano que passa vem uma novidade na tecnologia e no sonho do carnavalesco, mas não temos facilidade para levar o carro para Avenida. Esse novo Sambódromo vai enganar muita gente na iluminação das alegorias.

Pegando o gancho do Rock in Rio, que recebeu uma verba forte da prefeitura do Rio, o presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta, fez coro ao problema enfrentado pelo carnaval carioca. - Nós movimentamos muito mais dinheiro que o Rock in Rio. O dinheiro que a prefeitura e a Petrobras nos dão, ele fica aqui na cidade do Rio. O Rock in Rio é lá para fora. O governo precisa olhar com carinho o carnaval.

Antônio Carlos Salomão, presidente da Renascer de Jacarepaguá, pediu voz ativa para o mundo do samba. - As escolas precisam ser ouvidas em todos os projetos do carnaval - disse.

Renascer de Jacarepaguá ainda sofre para fazer seu carnaval






O presidente da Renascer de Jacarepaguá, Antônio Carlos Salomão, revelou durante o debate promovido pela Rádio Tupi, na noite de domingo, que a escola ainda passa sufoco para conseguir realizar seu trabalho no barracão. A agremiação que veio do Grupo A, estava no Carandiru e em novembro conseguiu ocupar seu barracão na Cidade do Samba, mas o local ainda não está completamente preparado.

- Meu maior trauma foi a mudança para Cidade do Samba. No Carandiru, eu estava muito bem. Aqui (Cidade do Samba) estou há duas semanas parado. Não consigo fazer nada. Já fiquei sem luz e estou arrependido de mudar para Cidade do Samba. A Liesa já está me ajudando, mas está difícil trabalhar.

Ney Filardi, presidente da União da Ilha, disse que a escola ralou muito na tenda que foi montada fora da Cidade do Samba, mas está conseguindo fazer o trabalho no barracão, apesar de todas dificuldades. Nilo Figueiredo, presidente da Portela, revelou que a escola teve que procurar um espaço para fazer suas fantasias e esculturas.

Embora, o sufoco seja grande para essas escolas, os presidentes das demais agremiações que participaram do debate da Rádio Tupi deixaram claro que não querem nenhuma mudança no regulamento do Grupo Especial para o Carnaval 2012 para beneficiar quem ainda sofre com o incêndio do ano passado na Cidade do Samba.

Presidente da Tijuca acredita em resultado apertado no Carnaval 2012




Em 2012, o desfile do Grupo Especial terá novos critérios de julgamento. As notas dos jurados vão começar de 9 (antes começava em 8) e vão até 10, inclusive, os décimos. Além disso, a Liga passou para quatro cabines de julgamento e não mais cinco. A menor nota será descartada. Durante o debate promovido pela Rádio Tupi, na noite de domingo, o presidente da Unidos da Tijuca, Fernando Horta, disse que essa medida deve tornar o resultado mais apertado.

- Acho que no Carnaval 2012 o campeão vai ser decidido em quesito, porque teremos muitos empates. O resultado vai ser mais apertado - afirmou.

Segundo ele, que em 2011 reclamou da diferença de pontos para Beija-Flor, de 1,5 pontos, o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, procura sempre acertar na escolha dos jurados, porém, alguns erros ainda acontecem.

- No julgamento, o que importa é o jurado estar mais capacitado. Já melhorou, mas o julgador tinha que ter uma remuneração maior, profissional, e não pró-labore e a Liga deve convidar pessoas que podem ser mais cobradas e conceituadas dentro do mercado. Não temos mais erros como aconteciam antigamente. Em 2011, eu fiquei insatisfeito porque fizemos um carnaval que não merecia ficar a 1,5 pontos de diferença da campeã. Sei que o presidente da Liga tenta sempre acertar.

Para o presidente da Mocidade, Paulo Vianna, o novo critério da Liesa vai melhorar o resultado do carnaval. - O critério da Liga já vai melhorar muito. Acho ainda falta fechar o resultado do desfile de domingo no mesmo dia e depois no outro dia fechar o resultado de segunda. Vai dar empate? Será melhor para o carnaval carioca.

Do outro lado, o presidente Renato Almeida Gomes, da São Clemente, pede sempre um resultado justo. - Eu quero igualdade entre todas escolas. Fiquei mais fortalecido após ficar mais um ano no Especial. Quero a disputa, porque todo mundo tem todos os quesitos iguais - explicou.

Francisco Marins, presidente da Porto da Pedra, disse que as escolas participam do curso de jurados, promovido pela Liesa, e precisam confiar no julgamento. - Temos que confiar nos jurados, porque acompanhamos o curso feito pela Liesa. O Jorginho (presidente da Liga) é bem exigente e sempre alerta os jurados como julgar. A mudança das notas vai gerar igualdade. Uma nota menor que nove traumatiza a comunidade.

Estreando no Grupo Especial, o presidente da Renascer de Jacarepaguá, Antônio Carlos Salomão, foi rápido: - Eu queria 40 jurados técnicos e nenhum torcedor, mas sei que é impossível.

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