segunda-feira, 6 de junho de 2016

São Clemente: 'Onisuáquimalipanse', uma crítica à política atual? Rodrigo Trindade A São Clemente reuniu seus compositores, em seu centro cultural, na região central da cidade do Rio, na noite desta quinta-feira (2), para a divulgação da sinopse do enredo de 2017, que tem como título expressão curiosa: "Onisuáquimalipanse". É uma forma oralizada para a frase, em francês, "Envergonhe-se quem pensar mal disso". Foto: SRZD-Rodrigo Trindade - Clique e leia a sinopse do enredo de 2017 da São Clemente É mais uma temática da carnavalesca Rosa Magalhães, que promete dar ao desfile da São Clemente ano que vem uma "cara mais contemporânea", porém, revivendo o que ela sempre gostou: obras clássicas, como antigos palácios, e histórias de reis e príncipes. Transcrevendo, com base nas palavras da artista e na sinopse, o enredo de 2017 da São Clemente seria o seguinte: Por volta do século XVII, um príncipe seria nomeado rei após morte de seu pai. O jovem promissor teria vivido sua vida intensamente, inclusive com participações ilustres na arte e na música. Sua empreitada teria acabado lhe rendendo o apelido de "Rei Sol", por se destacar tanto. Mais tarde, Rei Sol se casaria. Dando prosseguimento aos seus afazeres como rei, contrataria um advogado, Nicolas Fouquet: este colocou em dia as finanças do país, fato que lhe rendeu uma promoção, foi nomeado superintendente das finanças do rei. Só que, ao mesmo tempo em que cumpria seu papel, tal superintendente acumulava riquezas e investia nas artes. Teria comprado muitas terras, propriedades, mas uma era especial para ele: um palácio próximo a Paris. Delegou a seus amigos artistas Lebrun, Levau e Le Notre a reforma total do local. Após reforma, preparou grande festa para o rei (seu "patrão") com muita comida e presença de convidados. O palácio chamava a atenção pela beleza, inclusive os chafarizes. De início, o rei teria ficado "deslumbrado", mas em seguida, em sã consciência dos altos gastos, mandou prender o superintendente das finanças, por "malversação" do dinheiro público. O rei, então, teria nomeado outro ministro, reunido outros artistas e construído um palácio ainda mais grandioso: Versailles. Vídeo - Confira o enredo de 2017, na explicação de Rosa Magalhães: 'Qualquer semelhança com fatos de outras épocas, é mera coincidência' Em bate-papo com a imprensa, a carnavalesca Rosa Magalhães afirmou que o título dado ao enredo foi proposital e que, embora a sinopse não denote de forma clara, há sim, um teor crítico na história. Seria uma crítica à situação econômica e política vivida atualmente pelo Brasil? Rosa não revelou detalhes. Ao SRZD, ela disse o seguinte: "É uma história que aconteceu pela metade do século XVII. O título do enredo foi proposital para despertar curiosidade. Mas de fato, a história aconteceu. História é história, mas não precisa ser o óbvio. De início, quando você lê, acaba pensando: que história louca, absurda. Mas depois, a gente acaba percebendo que vivemos isso", deu a dica. Foto: SRZD-Rodrigo Trindade Quanto à plástica, Rosa fez questão de revelar: "Teremos no desfile da São Clemente festas, jardins, chafarizes e tudo que tem direito. A história do palácio é bonita e pouca gente conhece. Quero dar uma cara mais contemporânea ao desfile", resumiu a carnavalesca. Parcerias terão que inscrever sambas dia 2 de agosto Após leitura da sinopse, a diretoria da São Clemente divulgou uma agenda de compromissos aos compositores. Também divulgou que as eliminatórias acontecerão sempre aos sábados, com início às 18h. Confira o que ficou decidido: - Tira-dúvidas de compositores: acontecerá em dois dias, 23 de junho e 21 de julho, no Centro Cultural São Clemente e vai contar com a presença da carnavalesca Rosa Magalhães, a partir das 19h. - Inscrição de parcerias e respectivos sambas: será na terça-feira, dia 2 de agosto, às 21h, na quadra da escola, na Av. Presidente Vargas. - Apresentação dos sambas e início da disputa: sábado, 6 de agosto. - Final de disputa: prevista para 8 de outubro, com três sambas a concorrer pelo hino de 2017. - Tanto a apresentação de sambas, quanto eliminatórias e final acontecerão sábado, com início às 18h e com término por volta das 23h30.

São Clemente: 'Onisuáquimalipanse', uma crítica à política atual?
Rodrigo Trindade

A São Clemente reuniu seus compositores, em seu centro cultural, na região central da cidade do Rio, na noite desta quinta-feira (2), para a divulgação da sinopse do enredo de 2017, que tem como título expressão curiosa: "Onisuáquimalipanse". É uma forma oralizada para a frase, em francês, "Envergonhe-se quem pensar mal disso".
Foto: SRZD-Rodrigo Trindade
É mais uma temática da carnavalesca Rosa Magalhães, que promete dar ao desfile da São Clemente ano que vem uma "cara mais contemporânea", porém, revivendo o que ela sempre gostou: obras clássicas, como antigos palácios, e histórias de reis e príncipes. Transcrevendo, com base nas palavras da artista e na sinopse, o enredo de 2017 da São Clemente seria o seguinte:
Por volta do século XVII, um príncipe seria nomeado rei após morte de seu pai. O jovem promissor teria vivido sua vida intensamente, inclusive com participações ilustres na arte e na música. Sua empreitada teria acabado lhe rendendo o apelido de "Rei Sol", por se destacar tanto. Mais tarde, Rei Sol se casaria.
Dando prosseguimento aos seus afazeres como rei, contrataria um advogado, Nicolas Fouquet: este colocou em dia as finanças do país, fato que lhe rendeu uma promoção, foi nomeado superintendente das finanças do rei. Só que, ao mesmo tempo em que cumpria seu papel, tal superintendente acumulava riquezas e investia nas artes. Teria comprado muitas terras, propriedades, mas uma era especial para ele: um palácio próximo a Paris. Delegou a seus amigos artistas Lebrun, Levau e Le Notre a reforma total do local.
Após reforma, preparou grande festa para o rei (seu "patrão") com muita comida e presença de convidados. O palácio chamava a atenção pela beleza, inclusive os chafarizes. De início, o rei teria ficado "deslumbrado", mas em seguida, em sã consciência dos altos gastos, mandou prender o superintendente das finanças, por "malversação" do dinheiro público. O rei, então, teria nomeado outro ministro, reunido outros artistas e construído um palácio ainda mais grandioso: Versailles.
Vídeo - Confira o enredo de 2017, na explicação de Rosa Magalhães:
'Qualquer semelhança com fatos de outras épocas, é mera coincidência'
Em bate-papo com a imprensa, a carnavalesca Rosa Magalhães afirmou que o título dado ao enredo foi proposital e que, embora a sinopse não denote de forma clara, há sim, um teor crítico na história. Seria uma crítica à situação econômica e política vivida atualmente pelo Brasil? Rosa não revelou detalhes. Ao SRZD, ela disse o seguinte:
"É uma história que aconteceu pela metade do século XVII. O título do enredo foi proposital para despertar curiosidade. Mas de fato, a história aconteceu. História é história, mas não precisa ser o óbvio. De início, quando você lê, acaba pensando: que história louca, absurda. Mas depois, a gente acaba percebendo que vivemos isso", deu a dica.
Foto: SRZD-Rodrigo Trindade
Quanto à plástica, Rosa fez questão de revelar: "Teremos no desfile da São Clemente festas, jardins, chafarizes e tudo que tem direito. A história do palácio é bonita e pouca gente conhece. Quero dar uma cara mais contemporânea ao desfile", resumiu a carnavalesca.
Parcerias terão que inscrever sambas dia 2 de agosto
Após leitura da sinopse, a diretoria da São Clemente divulgou uma agenda de compromissos aos compositores. Também divulgou que as eliminatórias acontecerão sempre aos sábados, com início às 18h. Confira o que ficou decidido:
- Tira-dúvidas de compositores: acontecerá em dois dias, 23 de junho e 21 de julho, no Centro Cultural São Clemente e vai contar com a presença da carnavalesca Rosa Magalhães, a partir das 19h.
- Inscrição de parcerias e respectivos sambas: será na terça-feira, dia 2 de agosto, às 21h, na quadra da escola, na Av. Presidente Vargas.
- Apresentação dos sambas e início da disputa: sábado, 6 de agosto.
- Final de disputa: prevista para 8 de outubro, com três sambas a concorrer pelo hino de 2017.
- Tanto a apresentação de sambas, quanto eliminatórias e final acontecerão sábado, com início às 18h e com término por volta das 23h30.
Foto: SRZD-Rodrigo TrindadeRodrigo Trindade

A São Clemente reuniu seus compositores, em seu centro cultural, na região central da cidade do Rio, na noite desta quinta-feira (2), para a divulgação da sinopse do enredo de 2017, que tem como título expressão curiosa: "Onisuáquimalipanse". É uma forma oralizada para a frase, em francês, "Envergonhe-se quem pensar mal disso".
Foto: SRZD-Rodrigo Trindade
É mais uma temática da carnavalesca Rosa Magalhães, que promete dar ao desfile da São Clemente ano que vem uma "cara mais contemporânea", porém, revivendo o que ela sempre gostou: obras clássicas, como antigos palácios, e histórias de reis e príncipes. Transcrevendo, com base nas palavras da artista e na sinopse, o enredo de 2017 da São Clemente seria o seguinte:
Por volta do século XVII, um príncipe seria nomeado rei após morte de seu pai. O jovem promissor teria vivido sua vida intensamente, inclusive com participações ilustres na arte e na música. Sua empreitada teria acabado lhe rendendo o apelido de "Rei Sol", por se destacar tanto. Mais tarde, Rei Sol se casaria.
Dando prosseguimento aos seus afazeres como rei, contrataria um advogado, Nicolas Fouquet: este colocou em dia as finanças do país, fato que lhe rendeu uma promoção, foi nomeado superintendente das finanças do rei. Só que, ao mesmo tempo em que cumpria seu papel, tal superintendente acumulava riquezas e investia nas artes. Teria comprado muitas terras, propriedades, mas uma era especial para ele: um palácio próximo a Paris. Delegou a seus amigos artistas Lebrun, Levau e Le Notre a reforma total do local.
Após reforma, preparou grande festa para o rei (seu "patrão") com muita comida e presença de convidados. O palácio chamava a atenção pela beleza, inclusive os chafarizes. De início, o rei teria ficado "deslumbrado", mas em seguida, em sã consciência dos altos gastos, mandou prender o superintendente das finanças, por "malversação" do dinheiro público. O rei, então, teria nomeado outro ministro, reunido outros artistas e construído um palácio ainda mais grandioso: Versailles.
Vídeo - Confira o enredo de 2017, na explicação de Rosa Magalhães:
'Qualquer semelhança com fatos de outras épocas, é mera coincidência'
Em bate-papo com a imprensa, a carnavalesca Rosa Magalhães afirmou que o título dado ao enredo foi proposital e que, embora a sinopse não denote de forma clara, há sim, um teor crítico na história. Seria uma crítica à situação econômica e política vivida atualmente pelo Brasil? Rosa não revelou detalhes. Ao SRZD, ela disse o seguinte:
"É uma história que aconteceu pela metade do século XVII. O título do enredo foi proposital para despertar curiosidade. Mas de fato, a história aconteceu. História é história, mas não precisa ser o óbvio. De início, quando você lê, acaba pensando: que história louca, absurda. Mas depois, a gente acaba percebendo que vivemos isso", deu a dica.
Foto: SRZD-Rodrigo Trindade
Quanto à plástica, Rosa fez questão de revelar: "Teremos no desfile da São Clemente festas, jardins, chafarizes e tudo que tem direito. A história do palácio é bonita e pouca gente conhece. Quero dar uma cara mais contemporânea ao desfile", resumiu a carnavalesca.
Parcerias terão que inscrever sambas dia 2 de agosto
Após leitura da sinopse, a diretoria da São Clemente divulgou uma agenda de compromissos aos compositores. Também divulgou que as eliminatórias acontecerão sempre aos sábados, com início às 18h. Confira o que ficou decidido:
- Tira-dúvidas de compositores: acontecerá em dois dias, 23 de junho e 21 de julho, no Centro Cultural São Clemente e vai contar com a presença da carnavalesca Rosa Magalhães, a partir das 19h.
- Inscrição de parcerias e respectivos sambas: será na terça-feira, dia 2 de agosto, às 21h, na quadra da escola, na Av. Presidente Vargas.
- Apresentação dos sambas e início da disputa: sábado, 6 de agosto.
- Final de disputa: prevista para 8 de outubro, com três sambas a concorrer pelo hino de 2017.
- Tanto a apresentação de sambas, quanto eliminatórias e final acontecerão sábado, com início às 18h e com término por volta das 23h30.
Foto: SRZD-Rodrigo Trindade

Império Serrano: 'Quis popularizar a linguagem da obra de Manoel de Barros', diz carnavalesco

Compositores e sambistas de todas as partes se reuniram na quadra do Império Serrano, em Madureira, para conhecer a sinopse do enredo "Meu quintal é maior do que o mundo". Escrito pelo carnavalesco Marcus Ferreira e pelos diretores de Carnaval Junior Fionda e Paulo Santi, o texto é o fio condutor da homenagem que a verde e branca, no Carnaval 2017, fará ao poeta Manoel de Barros, em razão de sua obra e centenário de nascimento.
Foto: Diego Mendes/Setor 1
De acordo com Junior Fionda, que é um dos diretores de Carnaval da agremiação, um importante encontro para discussão acerca do tema ocorreu na quarta-feira: "Fizemos um workshop sobre o enredo e, na ocasião, apresentamos um texto longo e detalhado, acompanhado de uma explicação sobre como deverá ser o desfile do Império", comentou.
Segundo o carnavalesco Marcus Ferreira - que divide a ideia de prestar o tributo a um dos ícones da literatura brasileira com o diretor de Carnaval Paulo Santi -, a sinopse foi escrita de forma a permitir o maior entendimento possível aos compositores: "Meu intuito foi popularizar a linguagem da obra de Manoel de Barros, porém, sem prejuízo da poesia, para que os compositores escrevam seus sambas conforme o que planejamos contar na Avenida".
Foto: Diego Mendes/Setor 1
Apesar da escolha de um personagem como inspiração para o seu Carnaval, a verde e branca, no entanto, não levará para a Sapucaí uma simples biografia ou representação das obras de Manoel de Barros: "Partimos da figura de Bernardo, que era uma espécie de capataz da fazenda do poeta, ou melhor, um feiticeiro, como Manoel dizia. Isso porque, Bernardo tinha uma ligação direta com a natureza. Assoviava e facilmente trazia os pássaros para si, por exemplo. A maneira como Bernardo se apropriava da natureza pantaneira, o quintal de Manoel de Barros, impressionava-o muito e motivou vários de seus versos", explicou o carnavalesco.
Mas ao contrário do que muitos devem estar pensando, o Carnaval 2017, para a direção da escola, não começou hoje, não, como salientou Rildo Seixas, um dos responsáveis pelo processo de modernização pelo qual passa o Império Serrano: "Os trabalhos no barracão começaram há bastante tempo. Os carros já estão todos desmontados, com o ferro lá embaixo e logo, logo começaremos a forrá-los com madeira. Queremos produzir nosso Carnaval com tempo e tranquilidade suficientes para que tudo saia como planejamos e o Império, enfim, seja campeão."

Conheça o título do enredo da Portela para o Carnaval de 2017

A Portela anunciou durante feijoada deste sábado (4) em sua quadra o enredo que levará para a Marquês de Sapucaí ano que vem: "Foi um rio que passou em minha vida e meu coração se deixou levar", uma homenagem a Paulinho da Viola. O tema é de autoria do carnavalesco Paulo Barros. Além de homenagear o compositor, a azul e branca pretende abordar as questões que permeiam a água.
Em 2016, a Portela conquistou o terceiro lugar com o enredo "No voo da águia, uma viagem sem fim...". Curiosamente, na comissão de frente, não faltou água. O público aplaudiu a escola, que saiu da Avenida aclamada. Vale lembrar que a Portela também conquistou o Prêmio SRZD Carnaval de melhor do Grupo Especial neste ano.
Foto: SRZD - Igor Gonçalves

Portela contrata Renato Vieira para comandar a comissão de frente em 2017

Além de tornar público o enredo que levará para 2017, neste sábado, a Portela também anunciou o novo coreógrafo da comissão de frente: Renato Vieira.
Renato já passou por escolas como Grande Rio, Mocidade e São Clemente, e estava afastado do carnaval carioca há alguns anos.
No último Carnaval, o segmento da azul e branca foi comandado por Ghislaine Cavalcanti, Marcelo Sandryni e Roberta Nogueira, e recebeu duas notas 10.
O novo coreógrafo postou a novidade em sua página no Facebook:
Foto: Reprodução de Internet

Mocidade: Últimas vagas para alas de comunidade

Ainda é possível se inscrever para desfilar na Mocidade Independente de Padre Miguel no Carnaval 2017. No sábado, dia 11 de junho, das 10h às 17h, na quadra da agremiação, os interessados têm mais uma chance de integrar uma das alas de comunidade da Estrela Guia.

Foto: SRZD - Igor Gonçalves
Para se cadastrar é preciso pagar uma taxa de R$ 40 e levar cópia da identidade e do comprovante de residência, além de uma foto 3x4. Os inscritos ganharão uma carteirinha que dá direito a entrada nos ensaios comerciais, feijoadas e eliminatórias de samba-enredo. Caso as vagas restantes não sejam preenchidas e houver necessidade de nova data para inscrições, o valor do cadastro será reajustado. A quadra da escola fica na Avenida Brasil, 31.146, em Padre Miguel.
Foto: SRZD - Igor Gonçalves

Confira a sinopse do enredo de 2017 da Lins Imperial

A Lins Imperial, agremiação que desfila pelo Grupo C da Intendente Magalhães, vai homenagear Hildmar Diniz, o Monarco da Portela, com o tema "O Monarco do Samba", no Carnaval de 2017. Confira a sinopse do enredo:
Sinopse do enredo "O Monarca do Samba"

Esta é uma noite muito especial, de festa. Junto aos bobos da corte, carrego cornetas e pergaminhos para anunciar a visita do Monarca do Samba. Todos nós estamos ansiosos. Conforme apresentamos a sua vinda, brilham os olhos de todos ao redor e se inicia uma grande movimentação em Lins Imperial. Todo o reino é convidado e quer estar presente.
No caminho para o castelo, onde o Imperador e a Imperatriz de Lins darão as boas vindas, já é possível enxergar o plebeu "Crioulinho Sabu" procurando o melhor ângulo para vê-lo. Logo atrás, cheio de guloseimas preparadas para a festa, o "Quitandeiro" burguês. Mais adiante podemos ouvir os cânticos do clero em "Peregrinação". Os mais eufóricos são os soldados, que, acostumados à rigidez da postura, foram liberados para também celebrarem. Inclusive, já até mandaram avisar que a Guarda Imperial "Vai Vadiar". Por fim, chegam os nobres, todos muito bem vestidos, e com "Lenço" nas mãos para uma reverência especial.
Eis que é chegada a hora. O Monarca do Samba surge diante de nossos olhos, em lugar de destaque no castelo. E o povo todo acena, manda beijos e aplaude. Ele retribui com toda a fidalguia que lhe é característica. Não poderia ser diferente, já que nasceu em uma terra chamada Cavaleiro (Cavalcante) e foi batizado como o célebre na batalha (Hildemar).
Sob a "Alegria das Flores" que espalham perfume pelo salão, todos nós, bufões, nos juntamos para encenar a vida do nosso ilustre convidado, que não nasceu em berço de ouro, mas foi condecorado com vários títulos de nobreza. Chamado de príncipe, revelou-se discípulo legítimo do fundador de sua nação, um líder sempre em guarda... e até presidente. Um autêntico representante do sangue azul (e branco), aclamado e laureado com troféus e prêmios mundo afora, um baú recheado de tesouros. Tem seus feitos cantados por muitos e sua história destacada em vários reinos coirmãos.
Pena que o sol já está quase raiando e é chegada a hora de encerrar o cortejo. Num ato solene, nossas duas bandeiras se entrelaçam e a águia do brasão de Lins se junta à da Portela para que em verde, rosa, azul e branco, ambos os reinos consigam a tão sonhada e "Retumbante Vitória". Despedindo-se de todos nós, súditos, emocionados e já cheios de saudade, o Monarca do Samba parte e nos deixa com o "Coração em Desalinho". Mas, felizes em viver esta noite especial, que tive a honra de trazer em forma de mensagem, temos a certeza de que esta data ficará marcada na história de Lins, que nunca deixou de ser Imperial.
Texto: Tiago Ribeiro
Comissão de Carnaval: Eduardo Minucci, Flávio Mello e Tiago Ribeiro
Foto: Divulgação

domingo, 24 de abril de 2016

Com três propostas de enredo, Laíla explica chances de Chacrinha ser homenageado pela Beija-Flor





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A Beija-Flor de Nilópolis ainda não bateu o martelo sobre o seu enredo para o Carnaval 2017. Uma das possibilidades é um tributo a Abelardo Barbosa, o popular comunicador Chacrinha, que faria 100 anos em 2017. O diretor geral de carnaval e harmonia da Beija-Flor, Laíla, reconheceu em entrevista a imprensa que existe a chance, mas reiterou que o enredo não será uma uma homenagem pura e simples:
- Dentre as possibilidades que temos o Chacrinha é uma delas. Não está batido o martelo e mesmo que seja esse o nosso enredo, o Chacrinha seria inserido em um contexto maior, com o estado de Pernambuco. Não é a buzina, nem o cassino do Chacrinha. Ele viria em um desenvolvimento mais amplificado e se encaixaria em algum setor - revela Laíla.
A escola trabalha com outras duas possibilidades e Laíla esquiva-se de falar sobre possíveis patrocínios: - Isso é uma questão financeira, que envolve a parte administrativa da escola. Minha função aqui é a parte artística. Minha preferência é o que a escola optar. Temos três grandes opções para levar para a avenida em 2017 - conta o experiente dirigente.
Em 2016 a Beija-Flor de Nilópolis terminou na 5ª colocação com o enredo "Mineirinho genial. Nova Lima cidade natal. Marquês de Sapucaí, o poeta imortal".
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Reeleito presidente da Mangueira, Chiquinho avisa que equipe está mantida para 2017





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Os mangueirenses definiram que Francisco de Carvalho, o popular Chiquinho da Mangueira, segue como presidente da Verde e Rosa para os próximos três anos. Após o resultado, Chiquinho revelou para a imprensa que a equipe de 2016 está mantida para 2017, apenas o diretor de carnaval Junior Schall, que foi para Vila Isabel, e a opção da escola será pela formação de uma comissão para direção de carnaval. 
A chapa de Chiquinho recebeu 346 votos, seguida da chapa de Libério Anastácio com 41 votos e a chapa de Percival Pires com 37 votos. A eleição teve 2 votos nulos e 1 em branco. No total, a eleição da Mangueira contou 427 votantes dos 603 aptos.
Chiquinho discursou para o público em cima de um carro de som na rua Visconde de Niteroi. Sem se alongar, garantiu a manutenção da equipe de 2016 e os responsáveis por cada segmento:
- Eu devo agradecer a cada mangueirense que acreditou no nosso projeto desde o começo, há três anos atrás. Nossa vencedora equipe de 2016 está totalmente renovada e se Deus permitir estaremos novamente brigando pelo campeonato em 2017. Quero agradecer a cada segmento, e dizer que os responsáveis por cada um deles seguem em seus postos. A Mangueira provou sua união com este pleito totalmente democrático. Nós somos todos mangueirenses, tínhamos nossas ideias divergentes, mas agora o trabalho é todo voltado para a Mangueira - ressaltou Chiquinho. 
O clima na Mangueira, oposto à eleição de 2013, foi de absoluta tranquilidade. O pleito teve início no horário marcado e foi encerrado às 17h. O público, que fez uma grande festa no lado de fora do Palácio do Samba, não pode acompanhar a apuração e só entrou na quadra após o anúncio da vitória de Chiquinho.
Com uma forte tendência de reeleição tranquila, Chiquinho respeitou o tempo todo o processo democrático e só teceu palavras depois da confirmação de sua tranquila vitória. Com um maciço apoio dos mangueirenses, a quadra só foi tomada pelos apoiadores da chapa ao final da contagem dos votos e o Palácio do Samba foi tomado pelos festejos.
Durante todo o dia na quadra mangueirenses ilustres e segmentos da agremiação exerceram o direito ao voto. Um dos primeiros a votar foi o próprio presidente Chiquinho. Libério Anastácio o fez na sequência e Percival Pires preferiu votar na parte da tarde, por volta das 13h. Os ex-presidentes Elmo José dos Santos e Álvaro Luiz Caetano, que apoiaram a reeleição de Chiquinho, também votaram cedo. A presidente da Amebras, Celia Domingues, o mestre de bateria, Vitor Art, e o presidente de honra da Mangueira, Nelson Sargento, também conferiram seus votos para Chiquinho. 
A cantora Alcione esteve presente na votação como faz em toda eleição e não fez mistério quanto à sua escolha. - O Chiquinho foi quem mais trabalhou por essa Mangueira. Desde que eu frequento a escola, ele já estava por aqui desenvolvendo seus projetos junto da comunidade. Um voto que permite que a Mangueira continue avançando. - declarou a Marrom. 
Enredo autoral na cabeça do carnavalesco
O carnavalesco Leandro Vieira festejou a vitória de Chiquinho e fez algum mistério quanto ao enredo da Verde e Rosa na busca pelo bicampeonato:
- Estava claro respeitando esse momento democrático da escola, embora estivesse já fazendo algumas pesquisas. Tenho algumas opções autorais minhas que vou apresentar para o presidente, mas não há motivo para pressa. A Mangueira terá um grande enredo em 2017, isso posso assegurar - declarou o melhor carnavalesco de 2016 para o júri do prêmio Estrela do Carnaval.
União mangueirense
O ex-presidente da Mangueira e atual diretor de carnaval da Liesa, Elmo José dos santos, falou à reportagem sobre a vitória de Chiquinho e enalteceu o momento de união do mangueirense depois da conquista do título de campeã do carnaval em 2016:
- A própria votação expressiva do presidente Chiquinho não deixa nenhuma dúvida. Há um clima muito satisfatório de união hoje dentro da Mangueira, com esse título é claro que isso se intensifica. A escola deve seguir trabalhando, unindo-se cada vez mais. Nenhuma escola dividida chega a lugar o algum. O caminho é esse - sugeriu Elmo.
Porta-bandeira permanece na Mangueira
A Mangueira terá uma comissão de carnaval em 2017, mas os nomes da mesma ainda não estão definidos, segundo o presidente Chiquinho revelou à reportagem . A porta-bandeira Squel Jorgea foi outra que festejou a eleição do presidente:
- Só tenho que agradecer. Vou para o meu quarto desfile na minha escola e isso me faz uma pessoa muito feliz. Tudo que vivemos neste ano glorioso, com certeza o presidente tem uma grande parcela de responsabilidade. A Mangueira, se Deus quiser, vai encantar a todos novamente em 2017 - finalizou a porta-bandeira

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Mangueira faz segredo sobre nova plástica, que é surpreendente

"É a velha Mangueira, mas com uma nova cara, uma nova plástica". Assim define o carnavalesco Leandro Vieira os preparativos da verde e rosa para o Carnaval 2016, quando homenageará a cantora Maria Bethânia, apoiada no título "Maria Bethânia - a Menina dos Olhos de Oyá".
SRZD-Carnaval visitou o barracão de alegorias na Cidade do Samba, viu todo o projeto, e pode afirmar que, de fato, o próximo desfile pode imprimir uma nova página na história da Estação Primeira. Pelo menos, no que depender do bom gosto nos carros e nas fantasias.
Maria Bethânia será lembrada em vários aspectos de sua vida: da religião ao talento musical. Ela virá no último carro. Iluminação, acabamento de qualidade, requinte de algumas alegorias e gigantismo do abre-alas serão alguns dos destaques da Mangueira.
Mesmo com todas as dificuldades financeiras, a agremiação conseguiu seguir em suas atividades e adiantar bastante a confecção dos carros. Leandro Vieira, que assinou seu primeiro desfile ano passado, pela Caprichosos de Pilares, faz mistério total sobre o andamento das atividades no barracão:
"Não podemos divulgar nada!", exclamou o artista. O SRZD até tentou que ele autorizasse a contar um pouquinho do que aFoto: SRZD-Rodrigo Trindade equipe viu lá, mas sem sucesso. O estreante no Grupo Especial gravou uma entrevista em vídeo. Os corações mangueirenses podem ficar calmos

Ranking dos melhores enredos dos últimos cinco anos

Não é tão simples a análise do ranking de notas no quesito enredo dos últimos cinco anos. Fazer somas e divisões, como nos demais quesitos, me é penoso, já que não sou de números, mas a calculadora ajuda um bocado. Difícil é a leitura crítica do resultado, pois constatar que determinada escola foi agraciada com boas notas nesse quesito não quer dizer muita coisa. Ou, ao contrário, pode ter inúmeros significados.
Primeira questão: de quem é o enredo? O enredo, sua elaboração e desenvolvimento, depende em grande parte do carnavalesco. Mas carnavalesco não é sinônimo de escola. Como sabemos, há rotatividade a cada ano. Poucos são os casos, nos cinco anos analisados, de permanência: a Comissão de Carnaval de Laíla na Beija-Flor, Renato Lage no Salgueiro e Alex de Souza na União da Ilha.
No entanto, não depende só do carnavalesco, pois muitas vezes o que vai para a Avenida não é um enredo autoral e muitas vezes o pobre profissional tem que se virar para transformar em carnaval o abacaxi. Em contrapartida, às vezes recebe de presente de algum segmento da escola, quase sempre um departamento cultural, uma ideia de enredo que nunca lhe ocorrera, e que dá certo.

Foto: SRZD
Além do mais, mesmo quando o carnavalesco desenvolve um enredo seu, que garantia temos de que o que passa na nossa frente é sua ideia original? Que percentual dessa ideia conseguiu ser perfeitamente executado? A falta de recursos é a causa mais comum, mas atropelos de toda ordem se interpõem entre sonho e realidade. Partindo da premissa de que no quesito enredo não é apenas o carnavalesco que é julgado, mas também a capacidade da escola de transformar o projeto dele em carnaval, vamos simplesmente apresentar as médias das notas obtidas pelas agremiações. Não se trata, pois, de um ranking de carnavalescos, mas de um ranking das escolas no tocante ao seu desempenho no quesito enredo.
Consideradas, mais uma vez, apenas as 11 escolas que permaneceram no Grupo Especial no período de 2011 a 2015, o critério utilizado foi a soma de todas as notas atribuídas a uma determinada escola no quesito e a divisão pura e simples pelo número de notas somadas. Isso quer dizer que não foi levado em consideração o critério de descarte utilizado em alguns anos. Portanto, o divisor foi, na maioria dos casos, 21: quatro notas em 2012, 2013, 2014 e 2015 e cinco notas em 2011. Mas, para três escolas, o divisor foi apenas 16, pois em 2011 elas não foram avaliadas, em virtude de um incêndio que atingiu a Cidade do Samba pouco antes do carnaval, danificando alguns barracões.
Curiosamente, neste quesito se verificaram vários empates, havendo, pois, a necessidade de levar em consideração mais casas decimais, o que não evitou o empate, na primeira posição, de duas escolas que pontuaram de forma idêntica:
Foto: SRZD
É interessante observar que, das 11 escolas analisadas, 8 tiveram média 9,9. Se não avançássemos casas decimais, o empate seria gigantesco. A primeira explicação que me ocorre é a quantidade de notas 10 atribuídas neste quesito pelos julgadores. Embora, ao contrário do que ocorreu no quesito samba de enredo, nenhuma agremiação tenha tido no período um enredo com a totalidade de notas 10, é espantosa a facilidade com que a nota é atribuída. Foram 92 notas 10, num universo de 216 notas lançadas. Mais de 40%. Se a essas somássemos também os 9,9, que foram 59, seriam 151 notas, 70% do total.
A partir desses dados, podemos afirmar que os julgadores estão muito satisfeitos com o desempenho das escolas neste quesito. Meu espanto vem do fato de que o quesito enredo é um dos mais complexos para julgamento, pois muitos fatores estão em jogo. Ficamos com a sensação de que a excessiva benevolência observada no julgamento deste quesito talvez se explique pela visibilidade e exposição na mídia que os carnavalescos adquiriram, tornando-se celebridades e até mesmo mitos. Reconhecimento muito justo e louvável. Mas o papel do julgador é não se deixar impressionar ou intimidar por isso e analisar criticamente o que se desenrola à sua frente, para que este não se torne um quesito de menor importância. Outros quesitos, como bateria, porta-bandeira e mestre-sala, comissão de frente, alegorias e fantasias, têm apresentado, creio, um julgamento mais técnico. Não seria o caso de intensificar o treinamento dos julgadores do quesito enredo, para restituir a ele a importância fundamental que tem?
Aproveito para falar de uma prática de nosso sistema de julgamento que tem me incomodado demais nos últimos tempos: por que a nota 10 não é justificada? Imaginemos que duas escolas, em nossa visão, tenham apresentado a mesma falha num determinado quesito. Passado o carnaval, tornadas públicas as justificativas, procuramos o que o julgador penalizou nas duas. Na escola A, lá está apontada a falha que observamos, causando perda de décimos. Na escola B, nada foi dito, porque ela teve 10. Ora, a nota máxima, mais que qualquer outra, carece de uma justificativa.
No caso de enredo, estão em jogo, entre outras coisas, a criatividade, a abordagem, a inteligibilidade do desenvolvimento, a clareza da relação de fantasias e alegorias com o tema tratado e a coerência com o roteiro previamente apresentado pela escola. Não é pouco. Com a ajuda de gravações, podemos facilmente comprovar que alguns desses requisitos andam meio ausentes de nossos desfiles recentes, mas estranhamente isso não se reflete nas notas analisadas

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Conheça a história de Leandro Vieira, um profissional que o Carnaval quase 'perdeu'

Uma volta no barracão da Mangueira e pinta a dúvida: estou mesmo no barracão certo?? Vejo os carros e vou percebendo uma nova identidade, um carnaval limpo, bem acabado, tudo isso obra de um artista que nunca sonhou ser carnavalesco - como ele mesmo diz "estou carnavalesco". A ligação com o carnaval aconteceu sempre de forma inesperada na vida de Leandro Vieira. Quando ainda era um jovem estudante de Belas Artes, Leandro precisava de dinheiro e o caminho natural era um barracão de escola de samba e, pela primeira vez, o carnaval quase perdeu o artista, pois precisava de aprovação na matéria Indumentária Cênica. Ele não conseguiu.
Em 2002, a falta de grana apertou e ele decidiu partir por conta própria e bater na porta da Grande Rio do carnavalesco Joãozinho Trinta. O enredo era "Papagaios Amarelos" e Leandro entrou para a equipe de aderecistas... não gostou, achou desgastante, viu ataques de fúria do carnavalesco com os funcionários e, mais uma vez, chegou à conclusão de que aquilo não era para ele.
Foto: SRZD
A relação de Leandro com o Carnaval mais parecia um Feitiço de Áquila. A festa sempre esteve no seu sangue, uma paixão, mas a parte artística era sempre colocada à prova. E a nova chance apareceu no choro da cuíca. Quatro anos depois como ritmista da Portela, ele mandou alguns desenhos pelo recém-chegado mestre Nilo Sérgio. Os "rabiscos" foram entregues à dupla de carnavalescos Amauri/Cahê.
Eles gostaram e Leandro foi trabalhar novamente em um barracão. A carreira decolou com a mudança de Cahê. Leandro Vieira saiu da equipe da Portela e virou responsável pela supervisão dos carnavais da Imperatriz "Pará" e "Zico". Em dois anos, passou a fazer desenhos para várias escolas do Grupo Especial. Na saída da Imperatriz, veio o convite da Caprichosos. Mais uma vez, ele não esperava este salto, mas trabalhou, tocou um barracão com duas pessoas e colocou um carnaval elogiadíssimo na Avenida. Era chegada a hora de mais um salto, e veio o convite do presidente Chiquinho da Mangueira - assumir o carnaval da maior escola de samba do Planeta. Com muita personalidade, ele matou a responsabilidade no peito, emplacou a ideia do enredo sobre a Bethânia e foi à luta.
Tão meteórico quanto a sua carreira, veio o respeito e a admiração da Nação Mangueirense. Rápida também foi a evolução do seu sonho. Leandro agora quer deixar sua marca, ficar numa escola por muitos anos e realizar o que Rosa e Renato fizeram na Mocidade e na Imperatriz, incorporar seu estilo à cara da escola. Pelo carnaval que se vê no barracão verde e rosa da Cidade do Samba, ele está no caminho certo.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Nova rainha de bateria da Ilha, Bianca Leão fala sobre estreia no Grupo Especial

A União da Ilha anunciou, no início da noite desta terça-feira, a nova ocupante do cargo de rainha de bateria da escola: Bianca Leão. A beldade atuou na Porto da Pedra nos dois últimos Carnavais e entra para substituir Bruna Bruno, que desfilou à frente dos ritmistas insulanos por 11 anos e deixou o cargo após o desfile de 2015.
Em conversa com a imprensa, Bianca disse que ficou surpresa e muito feliz com o convite, e destacou que já havia recebido propostas de outras agremiações. "Fiquei muito feliz quando recebi o convite, ainda mais por nunca ter sido rainha no Grupo Especial. Eu tinha recebido propostas de outras escolas, mas optei pela Ilha pelo carinho com que me trataram. Espero poder fazer o possível para agradar a escola e a comunidade", disse Bianca, que também fez sucesso como Musa do Fluminense.
Foto: Reprodução de Facebook
Perguntada sobre as rainhas que a inspiram para fazer sucesso na Sapucaí, a morena destacou duas famosas beldades. "Admiro muito a Viviane Araújo, o modo de se vestir, que não é vulgar, gosto muito do estilo dela. E olho com admiração e um brilho a mais para a Luiza Brunet, que fez uma linda história no Carnaval", disse.
Bianca fez questão de ressaltar o carinho e gratidão que tem pela Porto da Pedra, e deixou uma mensagem de despedida para a escola. "Tenho um respeito muito grande pela Porto da Pedra, ela vai estar sempre no meu coração. Foi a primeira escola a me dar oportunidade de ser rainha. Especialmente por ter sido nascida e criada em São Gonçalo. Representar a Porto da Pedra foi uma honra, Estou deixando a escola para encarar um novo desafio, por novas conquistas."
A escola ainda não definiu data para apresentar Bianca Leão à comunidade.
Leia abaixo a mensagem deixada pelo presidente Ney Filardi na página oficial do Facebook da União da Ilha do Governador sobre a nova rainha:
"Para quem não acompanhou de perto este processo, a nossa 'sempre rainha Bruna Bruno', resolveu realizar um antigo sonho, que é fazer Medicina. E, assim sendo, é impossível conciliar estudo com carnaval.
Após este comunicado, a escola iniciou algumas conversações. Agora definimos aquela que preenche todos os nossos requisitos, ou seja, simpatia, alegria, humildade, beleza e muito samba no pé. E que estará debutando como rainha de bateria no Grupo Especial. Além disso, ela estará sempre presente em nossa quadra para honrar e se dedicar ao cargo de rainha.
E finalizando, sem desmerecendo ninguém, a escolha foi difícil, e existiam pessoas da comunidade que poderiam representar nosso pavilhão com dignidade.
Não vai demorar muito e todos vocês terão a oportunidade de conhecê-la melhor.
Seja bem-vinda, Bianca Leão!"
Foto: Reprodução de Facebook
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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

'Tijuca Antiga' expõe desfiles antológicos do Salgueiro


Desfile Salgueiro / foto: Divulgação Salgueiro
Momentos dos 60 anos da história da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro poderão ser conferidos no projeto "Tijuca Antiga", que acontecerá no Shopping Tijuca entre os dias 5 e 19 de outubro.
Fotos, troféus e informações detalhadas serão exibidas na exposição, que passará ainda por desfiles antológicos como "Festa para um Rei Negro", de 1971 e "Peguei um Ita no Norte", de 1993.
A mostra disponibilizará ainda prêmios da agremiação, como o do campeonato de 1965, quando a vermelha e branca se sagrou campeã do Carnaval, no quarto centenário da cidade do Rio de Janeiro, com o enredo "História do Carnaval Carioca", do carnavalesco Fernando Pamplona.

Mangueira define sambas finalistas


Semi-final na Mangueira Foto: Henrique Matos
A Estação Primeira de Mangueira definiu, na madrugada do último domingo, os três sambas que farão a final no próximo dia 12. Em uma grande festa, onde cada concorrente teve 30 minutos para mostrar sua credencial por uma vaga, não faltaram bandeiras, bolas, faixas e muito samba no pé no Palácio do Samba.
Confira por ordem de inscrição, os sambas que estão na final:

Inscrição 11 - GILSON BERNINI, FERNANDO MAGARÇA, COSMINHO, RENATINHO CAMURATI, TICO PEPE E RAFAEL BERNINI.
Inscrição 18 - LEQUINHO, JUNIOR FIONDA, PAULINHO DE CARVALHO E IGOR LEAL.
Inscrição 24 - ROMULO PRESIDENTE, THIAGO ALVES, BRANCO JUNIOR, ALAIR PEROBELLE GELSINHO GUERREIRO.

sábado, 10 de agosto de 2013

Fotos: quadra da Mangueira é reinaugurada com festa


A quadra da Mangueira foi reinaugurada neste sábado com muita festa, feijoada e samba, reunindo mangueirenses, integrantes de coirmãs e da Liesa, além de amantes do samba, que fizeram questão de prestigiar o importante momento da escola. O prefeito do Rio, Eduardo Paes, também esteve presente.
Veja fotos do evento:











Consolidado na história da Mangueira, Luizito exalta amor pela escola



''A maior escola de samba do planeta!''! Quem ousa duvidar de Luizito na hora do grito de guerra da Estação Primeira de Mangueira? A intensidade e emoção passadas pela voz do experiente intérprete momentos antes da Verde e Rosa entrar na Avenida exalam verdade. Desde que o mestre Jamelão teve que deixar o posto, antes do Carnaval 2007, tem sido assim. José Luiz Couto Pereira da Silva considera-se um predestinado e garante que só tem a agradecer pelas conquistas que obteve na vida.

- Quando estou cantando sou outra pessoa. Me entrego totalmente. Faço aquilo com o maior prazer e orgulho. Tenho muito orgulho de ser intérprete da Mangueira. É a minha escola de coração e só agradeço a Deus por poder desempenhar essa função. Só tenho motivos para agradecer, não tenho o direito de pedir mais nada. Hoje, sou um homem que está envelhecendo, mas olho para trás e vejo o que consegui na vida, por poder manter o meu filho em uma faculdade e sustentar a minha família com muita honestidade - revela com a emoção característica.

É inegável que Luizito já está na história da Mangueira, mas o início foi difícil. Assim que foi elevado ao posto de intérprete oficial da agremiação, teve que conviver com a desconfiança de quem precisava cumprir uma tarefa, segundo ele mesmo, impossível, substituir Jamelão. Para piorar, em janeiro de 2007, passou mal por problemas no coração, precisou fazer uma angioplastia e quase ficou de fora do desfile da escola. Com a garra habitual, o cantor se recuperou e ano após ano foi ganhando a admiração dos mangueirenses, da Imprensa e do público do carnaval.

- Penso nisso todos os dias (estar na história da Mangueira). Não que o samba seja só dos negros, mas sou branco, filho de portugueses e estudei em colégio de padre. Minha família não tinha nada a ver com o samba. Canto desde os nove anos de idade e me meti no samba para falar a verdade. Agradeço a Deus por ter convivido durante nove anos com o Jamelão na Mangueira e poder absorver tudo o que eu pude. Substituir o Jamelão é impossível. Essa pretensão eu nunca tive. Me enche de orgulho ver quem me criticava, me apoiar e me elogiar hoje. Recebo muitas demonstrações de carinho e todas elas são muito importantes. Comento com o meu filho que acho que não mereço isso, mas sei que daqui a 50 anos vou ser lembrado como um cara que se dedicou ao máximo ao que faz e que, mesmo envelhecendo, continuo fazendo com muito tesão o meu trabalho. Estou chegando perto do fim, mas isso não me entristece. Enquanto Deus me der alegria, saúde e disposição, e a Mangueira me quiser, será assim. Quando sentir qualquer problema e não puder estar 100% na Avenida, vou sair. Não tenho o direito de deixar as pessoas da minha escola preocupadas se poderei ou não render da maneira que elas mereçam. Sou um cara muito religioso e moro bem perto da Igreja de São Jorge, em Quintino. Todos os anos, uma semana antes do desfile, eu dou uma passada lá e peço proteção ao meu santo padroeiro e também a Deus. Acho que eles gostam muito de mim - brinca Luizito.

Em 2014, Luizito volta à Avenida como único intérprete oficial da Estação Primeira de Mangueira, fato que ocorreu pela última vez em 2009. Durante a gestão de Ivo Meirelles, a escola apostou sempre em mais de um nome no microfone oficial. Luizito esteve sempre presentes e não perdeu o status conquistado anteriormente. Ele revela o que muda para o próximo desfile, mas deixou claro que não tem vaidade. A permanência do intérprete aliás, sempre foi garantida pelo atual presidente, Chiquinho da Mangueira, ainda durante a campanha presidencial

- O que muda é mais responsabilidade com a sua condição física. Não tenho vaidade de ser o único intérprete. A estrela maior é a Mangueira. O torcedor não vai para a Avenida ver o intérprete, o mestre de bateria ou o presidente. Ele vai para ver a Mangueira. Eu tenho é muito orgulho de ter o trabalho admirado por todos os nomes que se candidataram à presidência da Mangueira. Será um ano de muita luta e a escola precisava dessa reestruturação. Acredito muito no renascimento. Passamos por uma fase difícil, mas agora, com uma nova diretoria, vamos fazer aquilo que todos nós mangueirenses esperamos, que é lutar pelo título. A Mangueira nunca deixou de ser o que é, mas precisava de um reestruturação - afirmou Luizito, também muito esperançoso com o enredo da Verde e Rosa para 2014.

''A festança brasileira cai no samba da Mangueira'' esse é o título do enredo da Verde e Rosa para o Carnaval 2014, desfile que terá o desenvolvimento da carnavalesca Rosa Magalhães, atual campeã do carnaval. A escola será a quarta a desfilar no domingo de folia.
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Mocidade realiza feijoada beneficente dia 18 de agosto



Uma tradicional feijoada em prol de uma causa solidária. Assim será a “Feijoada Autista Estrela da Mocidade”, que a Mocidade Independente de Padre Miguel realiza no domingo, dia 18 de agosto, a partir de 14h.  Parte da renda do evento será doada a uma instituição de atendimento a pessoas com autismo. Este é o primeiro passo do projeto social “Autista Estrela da Mocidade”, em fase de criação pela Verde e Branco, para atendimento a crianças autistas da Zona Oeste.

As baianas da Mocidade, comandadas pela veterana Tia Nilda, servirão a feijoada ao público, que terá ainda várias atrações musicais, com muito samba de raiz, sambas de enredo, pagode e MPB. Haverá shows dos cantores Zé Roberto (do grupo Quintal do Pagodinho), Andréia Caffé, Beto Correa e do Pagodão Grupo Família. Nos intervalos, um DJ tocará vários ritmos.

A Mocidade fará também um show dirigido pelo coreógrafo Marcos Maya, com passistas e a bateria “Não Existe Mais Quente”, embalando o público ao ritmo de sambas clássicos da história da agremiação.

Os ingressos para a “Feijoada Autista Estrela da Mocidade” custam R$ 20, com direito à feijoada, ou R$ 10, para compra exclusiva do ingresso. Para quem preferir, o prato da feijoada, sem o ingresso, custará R$ 10.  A escola conta com estacionamento próprio para mil carros, ao preço de R$ 10.

SERVIÇO
GRES Mocidade Independente de Padre Miguel
Feijoada Autista Estrela da Mocidade
Dia - Domingo, 18 de agosto de 2013
Horário – 14h
Ingressos – R$ 20 (com direito à feijoada) e R$ 10 (apenas o ingresso)
Prato de feijoada – R$ 10
Endereço – Av. Brasil, 31.146 – Padre Miguel
Telefone – 3332 5823
Estacionamento no local: R$ 10
Atrações: Zé Roberto; Andréia Caffé; Beto Correa; Pagodão Grupo Família; Bateria e passistas da Mocidade e DJ.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Beija-Flor presta homenagem para presidente de alas da comunidades



A noite de quinta-feira foi de homenagens e, claro, muito samba na quadra da Azul e Branca de Nilópolis. Antes da apresentação de 13 parcerias, dentre as 33 inscritas na disputa da escola, o presidente Farid Abrahão David e o diretor de Carnaval Laíla fizeram um agradecimento repleto de carinho a Márcio Silva dos Santos. Presidente da alas de comunidade, ele faleceu na quarta, aos 47 anos, após dez dias de internação.

Para Laíla, a perda do amigo, cujo corpo foi velado no ginásio da Beija-Flor e sepultado no Cemitério de Olinda, marcou muito sua quinta-feira: "Márcio me ajudou na formação da forte comunidade que nossa agremiação hoje tem. Me acompanhou neste trabalho por 15 anos, com muita responsabilidade", declarou ele, que ainda no palco deu um adeus afetuoso. "Aonde você estiver, saiba que já sentimos muito a sua falta; eu, em particular".

Depois foi a vez do presidente deixar sua mensagem e demonstrar todo seu agradecimento a Márcio, em nome da família Beija-Flor: "Com a sua ausência, fica uma lacuna enorme... Você foi grande. Estamos tristes, mas temos que lembrar dos momentos felizes ao seu lado, que foram muitos e jamais serão esquecidos. Obrigado por tudo"!
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Tuiuti promove concurso para escolher casal de mestre-sala e porta-bandeira


Foto: SRZD
A Paraíso do Tuiuti vai promover um concurso para eleger o novo primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira para o Carnaval 2014.
A primeira etapa do concurso será no dia 16 de agosto. Os casais interessados em concorrer à vaga devem comparecer à quadra do G.R.B.C União de São Cristóvão, a partir de 20h. Não será cobrada taxa de inscrição. A quadra fica na Rua Ricardo Machado, 686, em São Cristóvão, em frente ao Estádio de São Januário.
A escola vai apresentar a reedição do enredo "Kizomba, a festa da raça", já executado pela Vila Isabel.

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